O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, criticou nesta quarta-feira a reunião dos presidentes da Colômbia e dos Estados Unidos, Iván Duque e Donald Trump, na Casa Branca, e denunciou uma "festa de ódio" contra seu país.

"Hoje o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o senhor Iván Duque da Colômbia como em uma festa de ódio. Seus olhos, postura, palavras e declarações são uma festa de ódio contra a Venezuela, declarando de maneira vulgar, fazendo anúncios de maneira enlouquecida", disse Maduro na televisão estatal.

No início de seu encontro com Duque, Trump lamentou a "triste" situação na Venezuela e disse que ele tinha "um plano B, C, D, E, e F" para resolvê-la, enquanto o presidente colombiano insistiu na necessidade de manter a pressão sobre o governante socialista.

Os Estados Unidos lideram a lista de cerca de cinquenta países que reconhecem o líder parlamentar Juan Guaidó como o presidente interino da Venezuela. A ajuda humanitária enviada por Washington está no centro da disputa entre o líder da oposição e Maduro.

Maduro acusou novamente Guaidó de ser um "fantoche" de Washington, que procura "impor um regime a serviço dos Estados Unidos" na Venezuela.

Trump e Duque, inimigos declarados de Caracas, "colocaram um fantoche para fazer um trabalho de cavalo de Tróia na Venezuela e fracassaram", disse Maduro, que se recusou a receber ajuda americana por considerá-la o primeiro passo de uma intervenção militar.

O presidente venezuelano descreveu como "ruins" as declarações de Duque e Trump e criticou que eles discutam a Venezuela "em vez de falar sobre a cocaína que é produzida na Colômbia", o maior produtor mundial da droga.

"Donald Trump está em silêncio sobre o tráfico de cocaína e drogas que vai da Colômbia" para os Estados Unidos, disse ele.

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