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Maduro desafia 'golpistas' e apoia Evo Morales

Presidente Nicolás Maduro (1º à esq.) em ato em Havana, em 3 de novembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. novembro 2019 - 01:45
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu, neste domingo (3), ter resistido com sucesso a vários ultimatos para derrubá-lo do poder e antecipou que seu aliado boliviano, Evo Morales, pressionado pela oposição em seu país, também sairá vitorioso.

"Disse ao Evo: este ano me deram dez ultimatos. 'Maduro, 24 horas, você sai, ou te derrubamos'. Vem e me derruba, então, eu digo", afirmou Maduro, que apareceu, de surpresa, no encerramento do Encontro Anti-Imperialista em Havana, onde discursou.

No evento, compartilhou a mesa de honra com o líder socialista cubano Raúl Castro e com o presidente Miguel Díaz-Canel.

No encontro, Maduro manifestou seu apoio a Morales, recém-reeleito para um quarto mandato na Bolívia.

O venezuelano lembrou que o opositor boliviano Luis Fernando Camacho, líder de uma poderosa entidade civil da rica região de Santa Cruz, deu um ultimato a Morales para que renuncie em 48 horas.

"Este ultimato não é contra Evo, é contra o povo da Bolívia", frisou Maduro.

Segundo ele, há, na Bolívia, "uma direita racista, fascista (...), pior do que a venezuelana", e que, com o apoio dos Estados Unidos, "tentaram de tudo e não conseguiram" tirá-lo do poder.

"O índio Evo vai resistir e vai triunfar contra esta ameaça racista", completou.

Em seu discurso, Maduro também felicitou o Chile pelos protestos que tomam as ruas há mais de duas semanas.

"O Chile despertou (...) e é muito emocionante ver o despertar do Chile", afirmou Maduro, considerando que é "uma vergonha para todos os latino-americanos" que, neste país, ainda esteja em vigor a Constituição aprovada pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

"Ninguém se atreveu a mudar a Constituição [chilena] por covardia, por interesses", apontou, que ironizou as acusações de que Venezuela e Cuba estariam por trás das manifestações.

Para ele, a responsabilidade é da ditadura de Pinochet.

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