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Maduro desafia Grupo de Lima na véspera de sua posse

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em entrevista coletiva no dia 9 de janeiro de 2019, em Caracas. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. janeiro 2019 - 21:25
(AFP)

O presidente Nicolás Maduro advertiu nesta quarta-feira o Grupo de Lima de que adotará medidas diplomáticas caso não retifique sua posição sobre a Venezuela em 48 horas, na véspera de assumir um novo mandato, cuja legitimidade o bloco não reconhece.

"Entregamos a todos os governos do 'cartel' de Lima uma nota de protesto onde exigimos uma retificação de suas posições sobre a Venezuela em 48 horas, ou o governo tomará as mais urgentes e duras medidas diplomáticas".

Com o apoio de Washington, o Grupo de Lima emitiu uma declaração, na sexta-feira passada, na qual pede que Maduro não tome posse e entregue o poder ao Parlamento, controlado pela oposição, enquanto se realizam "eleições democráticas".

"Está em andamento um golpe de Estado coordenado de Washington, a partir do cartel de Lima, contra o governo constitucional que presido, e o povo venezuelano saberá responder a qualquer ação", declarou Maduro.

O Grupo de Lima, integrado por 14 países da região, União Europeia (UE) e Estados Unidos não reconhece a reeleição de Maduro na votação de 20 de maio, antecipada pela Assembleia Constituinte - controlada pelo chavismo - e boicotada pela oposição.

A qualificar de "inaceitável" a declaração do Grupo de Lima, Maduro ataca principalmente a parcialidade em relação à disputa territorial entre Venezuela e Guiana.

O Grupo de Lima - integrado pela Guiana - rejeitou "qualquer provocação ou mobilização militar que ameace a paz e a região", e pediu a Maduro que desista de "ações que violem os direitos soberanos de seus vizinhos".

O grupo se referia à interceptação, no dia 22 de dezembro, de dois navios de exploração sísmica contratados pela petroleira americana ExxonMobil sob a autorização da Guiana por parte da Marinha venezuelana na região de Esequibo, disputada por Caracas e Georgetown.

Se os países do Grupo de Lima "não ratificarem sua posição sobre sua pretendida posição de entregar este mar (...) à Guiana, tomaremos as medidas mais enérgicas possíveis na diplomacia", advertiu Maduro.

O presidente também ameaçou o Parlamento, controlado pela oposição, afirmando que "se a Constituinte, para enfrentar o golpe de Estado e a rebelião da Assembleia burguesa, decidir em algum momento antecipar as eleições legislativas, vamos dizer amém".

No sábado passado, a Assembleia Nacional declarou Maduro "usurpador" e se proclamou como o único poder legítimo, anunciando que promoverá um "governo de transição".

A Assembleia informou nesta quarta-feira que a inflação no país em 2018 foi de 1.698.488,2%.

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