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(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro

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O presidente Nicolás Maduro disse nesta quarta-feira ao chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, para se ocupar da Catalunha e esquecer a Venezuela, em discurso no qual também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Por que Mariano Rajoy tem que falar da Venezuela na Casa Branca? Que fale da Espanha, que fale da Catalunha (...) e esqueça a Venezuela", disse Maduro durante comício no estado de Portuguesa.

O líder venezuelano se referia ao referendo de autodeterminação previsto para o próximo domingo pelo governo regional catalão, que o Tribunal Constitucional espanhol proibiu a pedido de Rajoy.

"Rejeito e repudio as expressões intervencionistas, grosseiras, absurdas de Mariano Rajoy contra a Venezuela. É uma obsessão", assinalou Maduro sobre os comentários do chefe de governo espanhol em entrevista coletiva com Trump, na terça-feira.

Nesta coletiva, o presidente americano pediu à União Europeia (UE) que sancione a Venezuela, e Rajoy informou que lidera uma iniciativa em tal sentido, alegando que no país existe uma "tendência totalitária" e um "consequente empobrecimento".

"Em vez de falar das relações entre dois países, se puseram a falar sobre a Venezuela. O que é isto?" - questionou Maduro através da TV estatal.

"Donald Trump não deve saber onde fica a Venezuela (...). Está sendo envenenado contra Maduro", afirmou o presidente venezuelano, cujo governo foi qualificado por Washington de "ditadura socialista".

Estados Unidos e Canadá adotaram sanções financeiras contra Maduro e vários de seus funcionários. Washington proibiu ainda que seus cidadãos e empresas negociem uma nova dívida emitida pelo governo venezuelano ou sua estatal de petróleo PDVSA.

No domingo passado, a Casa Branca também vetou a entrada no território americano de funcionários da Venezuela e seus familiares.

Segundo Caracas, estas medidas buscam derrubar Maduro e sabotar as tentativas de diálogo com a oposição.

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AFP