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Maduro lidera manifestação militar e denuncia soldados desertores

Maduro discursa no palácio Miraflores, em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2019 - 15:45
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta quarta-feira que desertores militares, transformados em "mercenários", segundo ele, conspiraram da Colômbia para dividir as Forças Armadas e tentar um golpe de Estado.

"Desertores militares tornaram-se mercenários da oligarquia colombiana e conspiram da Colômbia para dividir as Forças Armadas", afirmou.

"Unidade monolítica, moral máxima! E onde aparecer um mercenário traidor, justiça!", proclamou ainda Maduro, sem dar mais detalhes, ao liderar uma marcha com 2.500 militares em um quartel em Caracas, no mesmo dia de uma manifestação convocada pela oposição.

Maduro discursou ante as tropas do complexo militar de Fuerte Tiuna, o maior da capital venezuelana.

A mobilização militar antecede as convocadas pelo chefe do Parlamento, Juan Guaidó I - autoproclamado presidente interino em 23 de janeiro - que chama as forças armadas para retirar seu apoio ao líder socialista.

Guaidó recebeu reconhecimento como presidente interino dos Estados Unidos e de vários países da América Latina, depois que a maioria oposicionista do Legislativo declarou Maduro como "usurpador".

Maduro, que pela manhã havia compartilhado um vídeo no Twitter em que ele avisou que a Venezuela seria "outro Vietnã" se os Estados Unidos interviessem militarmente, também disse que a "agressão imperialista do governo de Donald Trump para uma tentativa de golpe "deveria criar 0 consciência" no povo.

Por isso, o polêmico presidente convocou "uma revolução militar da moral".

Presente no ato, o alto comando das Forças Armadas ratificou sua lealdade a Maduro pela enésima vez.

"Ele é o único presidente constitucional (...) e comandante-em-chefe", declarou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, ante as tropas.

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