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O presidente venezuelano Nicolas Maduro em Caracas, no dia 23 de maio de 2017

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ratificou nesta terça-feira o general Vladimir Padrino López como ministro da Defesa e mudou o comandante da Guarda Nacional que controla os protestos opositores ao anunciar uma renovação da cúpula das Forças Armadas.

"Decidi ratificar o general Vladimir Padrino López como ministro da Defesa, homem leal, homem moral, homem desta pátria", afirmou Maduro.

O general Antonio Benavides Torres, chefe da Guarda Nacional assumirá, por sua vez, "novas responsabilidades e batalhas", assegurou Maduro ante o comando da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

O presidente também destacou os comandantes do Exército, da Armada e o Comando Estratégico Operacional, nomeando os generais Jesús Suárez, Edglis Herrera e Remigio Cevallos para estes cargos.

Maduro anunciou as mudanças na cúpula em meio a uma série de questionamentos sobre a atuação da polícia e dos militares nos protestos de oposição que exigem mudanças no governo. Nos últimos dois meses e meio, 74 pessoas foram mortas em manifestações.

As críticas se acirraram nesta segunda-feira, quando um jovem de 17 anos morreu após ser alvejado por um membro da Guarda Nacional durante um protesto em Altamira, a leste de Caracas. Outras seis pessoas foram baleadas.

Vídeos e fotos de diversos veículos da imprensa, inclusive a AFP, mostram pelo menos três homens uniformizados disparando contra um grupo de manifestantes encapuzados que tinham obrigado-os a retirar-se.

O general Benavides Torres disse, na noite desta segunda, que já demandou a "detenção dos funcionários" do órgão "implicados no uso de armas de fogo" em Altamira.

Para Rocío San Miguel, especialista em assuntos militares, o acontecimento demonstra que "não só Padrino López, como também, agora, Benavides Torres, perderam sua autoridade perante seus subalternos".

O general Raúl Salazar, ministro da Defesa do presidente Hugo Chávez entre 1999 e 2001, declarou à AFP que mudanças de cúpula "são normais e acontecem a cada 5 de julho" (quando é comemorada a independência da Venezuela).

Em 6 de junho passado, Padrino López havis advertido seus homens de que não queria mais ver "um guarda sequer cometendo atrocidades nas ruas". O recado foi uma resposta às denúncias de atrocidades contra manifestantes e jornalistas.

Maduro anunciou, ainda, em um plano de empregos para a juventude, a incorporação de 20 mil efetivos à Guarda Nacional e outros 20 mil à Polícia Nacional. San Miguel definiu isso como um aumento da "mão de obra da repressão".

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AFP