Navigation

Maduro pede cúpula de presidentes da América Latina após onda de rejeição

Presidente da Venezuela Nicolas Maduro durante sua posse para um segundo mandato, 10 de janeiro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. janeiro 2019 - 18:52
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs uma cúpula de líderes da América Latina e do Caribe, ao ser empossado para um segundo mandato (2019-2025) em meio a uma onda de rejeição internacional.

"Eu propus em várias ocasiões a convocação desta cúpula para discutir com uma agenda aberta todas as questões a serem discutidas, face a face (...) Ratifico hoje a minha proposta, lanço o desafio!", clamou Maduro em seu discurso perante o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ).

"Quero ver o rosto de Iván Duque (presidente colombiano e crítico de Maduro) e vê-lo falar sobre a Venezuela (...) acho que eles têm medo de nós", acrescentou, desafiador.

Coincidindo com o início do novo mandato, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira uma resolução declarando o governante socialista "ilegítimo", enquanto o Paraguai anunciou a ruptura das relações com a Venezuela.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, anunciou que os Estados Unidos vão aumentar sua "pressão sobre o regime corrupto" na Venezuela.

Ao pedir "que se escute a Venezuela" para "resolver esta situação", Maduro reiterou suas denúncias habituais sobre uma onda de "intolerância" entre os governos de direita que se impuseram na região.

O presidente acusou a oposição venezuelana, chamando-a de "fascista", de "infectar" a "direita latino-americana e caribenha".

"Vamos ver o caso do Brasil e o surgimento de um fascista como o presidente Jair Bolsonaro", declarou.

Maduro, que em várias ocasiões denunciou os planos de Washington de derrubá-lo ou mesmo de assassiná-lo, disse que os Estados Unidos estão promovendo uma "guerra mundial" contra a Venezuela com o apoio de governos aliados no hemisfério.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.