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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante coletiva em Caracas, em 22 de junho de 2017

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu nesta terça-feira a seu contraparte americano, Donald Trump, que "detenha a loucura", após ter denunciado um suposto complô para dar um golpe de Estado e desencadear uma intervenção americana em seu país.

Maduro afirmou que a Venezuela, se seu governo chegar a ser deposto, deixaria desemparados o Iraque e a Líbia.

"Escute, presidente Donald Trump, é com você (...). Se estas forças de violência, ódio e morte chegarem a destruir a Venezuela, o Mar Mediterrâneo seria uma criança de colo ao lado do Mar do Caribe, com milhares e milhões de caribenhos rumo aos Estados Unidos. Nada nem ninguém poderia detê-los (...) Teria que construir 20 muros no mar!", clamou Maduro.

"Você tem a palavra, você tem a responsabilidade, pare com a loucura da direita venezuelana", acrescentou o presidente, durante ato de juramentação dos candidatos governistas à Assembleia Constituinte que ele promove.

Em meio a uma onda de protestos, marcada por distúrbios que deixam 76 mortos em quase três meses, segundo o Ministério Público, Maduro acusou neste fim de semana a oposição de urdir um "plano" para gerar "fatos de violência" e abrir a porta a um golpe que acabaria com a chegada de "frotas e tropas gringas" ao país petroleiro. Há, segundo disse, cinco detidos.

"Se a Venezuela mergulhasse no caos e na violência e a revolução bolivariana fosse destruída, nós iríamos ao combate (...) e o que não se conseguiu com votos, o tomaríamos com as armas", prosseguiu o chefe de Estado socialista em um discurso.

Apesar das advertências, Maduro disse estar disposto a manter relações de respeito com Trump e estar pronto para conversar.

A convocação de Maduro de uma Constituinte aprofundou a crise política no país.

A iniciativa é qualificada pela oposição como uma "fraude" para instaurar uma "ditadura" e, ao mesmo tempo, aumenta as brechas da situação, abertas por personagens como a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, chavista declarada que é contra Maduro neste projeto.

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AFP