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O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, saúda simpatizantes antes do início de uma parada militar em 1º de fevereiro de 2017, em Caracas

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu neste domingo que seu contraparte americano, Donald Trump, não se deixe enredar pelo que denunciou como uma milionária manipulação para forçar uma mudança de governo na Venezuela.

"Estão pagando quantias milionárias em corredores e gabinetes da Casa Branca e do Departamento do Tesouro para enredar o senhor e conduzi-lo em uma política contra a Venezuela", afirmou o presidente em seu programa de TV, dirigindo-se a Trump.

"Abra os olhos, não se permita ficar de mãos atadas e levar por políticas de mudança de regime fracassadas contra a Venezuela" das administrações de George W. Bush e Barack Obama, acrescentou.

Na segunda-feira passada, o Departamento do Tesouro americano sancionou o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, por supostos vínculos com o narcotráfico, o que o governo venezuelano rejeitou como uma "agressão".

Trump pediu também a libertação do opositor detido Leopoldo López, após se reunir na quarta-feira passada com Lilian Tintori, esposa do dirigente.

No sábado, o Departamento de Estado exigiu libertar uma centena de prisioneiros de opinião na Venezuela.

Segundo Maduro, estas decisões estão motivadas pela manipulação da "direita" venezuelana, que promove "uma agressão e uma intervenção".

O presidente culpou os "lobistas de Miami" - aos quais não identificou - e aos deputados venezuelanos Julio Borges, presidente do Parlamento de maioria opositora, Freddy Guevara - vice-presidente do Legislativo - e Luis Florido.

"Eles vão abrir as portas a uma intervenção criminosa do império. Isso em qualquer país do mundo é crime, frente a esta Constituição é traição da pátria, e as instituições têm que reagir (...) Vão a Washington, Brasil, Colômbia fazer lobby contra a Venezuela", afirmou.

Na semana passada, Guevara se reuniu em Washington com o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, enquanto Borges visitou os Legislativos de Brasil e Colômbia.

Maduro reiterou que quer relações de respeito com Trump.

Ele voltou a defender El Aissami, a quem autorizou para que "tome todas as ações legais em tribunais nacionais, dos Estados Unidos e internacionais" e "enfrente esta infâmia".

No mesmo programa, El Aissami destacou que as sanções são fundadas nos testemunhos de quatro delinquentes internacionais para "desprestigiar a revolução bolivariana".

AFP