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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, é visto em 10 de abril de 2015, no Panamá

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Aclamado por seguidores, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, prometeu nesta sexta-feira exigir de Barack Obama justiça pelas vítimas da invasão dos Estados Unidos ao Panamá, em 1989, após visitar um bairro destruído por bombas há 26 anos.

Centenas de pessoas, muitas carregando cartazes com mensagens de simpatia ao finado líder venezuelano Hugo Chávez, foram com Maduro ao monumento em memória das vítimas do bombardeio a El Chorrillo, um populoso subúrbio do sul da capital panamenha.

Maduro afirmou que levará a Obama, durante a Cúpula das Américas que tem início nesta sexta-feira, uma carta na qual as vítimas da invasão exigem que os Estados Unidos "peçam perdão ao povo panamenho pelos abusos cometidos e as violações dos direitos humanos", e "reparação econômica e política".

"Eu me comprometo com vocês a entregar esta carta ao presidente Barack Obama. Tenham certeza disto", disse Maduro.

"É preciso fazer justiça, os Estados Unidos têm que pedir perdão ao Panamá e à América Latina pela invasão e precisam indenizar todas as famílias e comunidades vítimas do massacre".

Ao menos 27 mil soldados invadiram o Panamá no dia 20 de dezembro de 1989 para derrubar o então ditador, Manuel Noriega, que foi preso e cumpriu 22 anos de prisão nos Estados Unidos e França por tráfico de drogas, e hoje está preso em seu país pela morte de opositores durante seu regime (1983-1989).

As autoridades panamenhas falam em 500 mortos na invasão, mas organizações de direitos humanos citam milhares de mortos, muitos em El Chorrillo.

AFP