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Maduro rejeita ultimato de potências europeias

O presidente Nicolás Maduro durante uma entrevista coletiva em Caracas, em 25 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. janeiro 2019 - 14:57
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou o ultimato de quatro potências europeias para que convoque eleições em um prazo de oito dias e pediu a retirada do mesmo, em uma entrevista ao canal CNN Turk exibida neste domingo.

"Devem retirar este ultimato. Ninguém pode nos dar um ultimato", disse Maduro.

O presidente afirmou que a Venezuela não está conectada ao Velho Continente e que os europeus se "equivocam" ao ignorar sua história e seus 200 anos de independência.

Espanha, França, Alemanha e Reino Unido advertiram no sábado que se Maduro não convocar eleições no prazo de oito dias, pretendem reconhecer Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, como "presidente interino".

Guaidó, 35 anos, se autoproclamou presidente interino na quarta-feira passada, depois que a Assembleia Nacional (de maioria opositora) declarou Maduro "usurpador" por iniciar em 10 de janeiro um segundo mandato considerado ilegítimo por parte da comunidade internacional, que denuncia fraudes em sua reeleição.

Desde então, Estados Unidos, Canadá e muitos países sul-americanos, entre eles Brasil, Argentina e Colômbia, reconheceram o líder opositor como presidente.

Maduro, apoiado pelas Forças Armadas, afirma que é vítima de um "golpe de Estado" orquestrado pelo governo dos Estados Unidos, mas na entrevista à CNN Turk insistiu que está "aberto ao diálogo".

A Turquia está, ao lado de China e Rússia, entre os principais aliados de Maduro. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan visitou no mês passado o governante venezuelano em Caracas para fortalecer os laços entre os dois países.

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