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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 11 de setembro de 2015

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A Venezuela está "reconsiderando" a aproximação com os Estados Unidos, após as críticas de Washington à condenação do líder opositor Leopoldo López - disse o presidente Nicolás Maduro, nesta sexta-feira.

"Assim não. Estou avaliando tudo o que foi essa conduta do governo dos Estados Unidos (...), estou revendo toda a relação que vínhamos construindo com o governo dos Estados Unidos", assinalou Maduro, em um ato público transmitido pela TV estatal.

"Quando dizemos 'respeito' é respeito, quando dizemos relações em termos de igualdade é igualdade. O governo dos Estados Unidos tem de aprender a respeitar a Venezuela e a ter relações em termos de igualdade, transparência. Se não, é melhor ficarem por lá", frisou.

O secretário de Estado americano, John Kerry, repudiou a sentença contra López, condenado a quase 14 anos de prisão, assinalando que os Estados Unidos estão "profundamente incomodados" com o que chamou de uso da Justiça para "punir" dissidentes na Venezuela.

"A decisão da Corte gera preocupação sobre a natureza política do processo judicial e do veredicto, assim como sobre o uso do sistema judicial venezuelano para reprimir e castigar os críticos do governo", completou.

Adotando o mesmo discurso de Kerry, a subsecretária de Estado americana para a América Latina, Roberta Jacobson, também disse estar profundamente preocupada com o líder opositor e fez um apelo ao governo venezuelano para que proteja a democracia e os direitos humanos.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, os EUA analisam uma série de opções, em colaboração com os países americanos, para pressionar Caracas pela condenação de Leopoldo López.

"Certamente, vamos considerar uma gama de opções enquanto trabalhamos com outros países do Hemisfério Ocidental para pressionar o governo venezuelano", disse Earnest.

Washington buscará "assegurar que outros países do hemisfério priorizem não apenas o respeito, mas também a proteção dos direitos básicos dos cidadãos".

López, um economista de 44 anos com mestrado em Harvard, foi o principal promotor da estrategia conhecida como "La Salida", que tentou derrubar Maduro por meio da pressão nas ruas. O líder opositor foi condenado por promover a perturbação da ordem pública, danos à propriedade, incêndio e associação criminosa.

AFP