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Maioria dos chilenos acreditam que protestos serão positivos para o país

A avaliação negativa do governo do presidente Sebastián Piñera aumentou afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. novembro 2019 - 22:29
(AFP)

Após cerca de três semanas de protestos sociais, 79% dos chilenos acreditam que as mobilizações "terão consequências positivas e as coisas serão melhores no país", segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (5).

O levantamento, da empresa privada Criteria, também revela que 9% dos entrevistados acreditam "que as mobilizações terão consequências negativas e as coisas piorarão no país" e 12% "que as mobilizações não vão servir para nada e as coisas serão as mesmas".

Contudo, a percepção negativa sobre o rumo geral do país aumentou também, passando de 32% em setembro para 49% em outubro.

Em relação à situação econômica dentro de 12 meses, 20% dos entrevistados consideram que sua situação econômica pessoal "piorará" nesse período, contra 12% que pensavam o mesmo no mês anterior.

A avaliação negativa do governo do presidente Sebastián Piñera aumentou. Pelo menos 78% dos entrevistados desaprovam a conduta do governo, em comparação aos 55% do mês anterior. Entre as respostas dadas a essa desaprovação, enfatizam que Piñera "não aceita demandas sociais", "reage tarde ao conflito" e decretou "medidas de correção" para enfrentar a crise.

Especificamente, a aprovação do presidente caiu 17 pontos percentuais, passando para 16%, o pior número de sua administração e equivalente ao pior momento do governo de sua antecessora, a socialista Michelle Bachelet (2014-2018), segundo este estudo. Outra pesquisa divulgada no domingo pela consultoria privada Cadem, apontou 13% de popularidade, a mais baixa de um chefe de Estado no período democrático em vigor desde 1990.

Os protestos no Chile, que começaram em 18 de outubro e deixaram 20 mortos, foram convocados, primeiro, em rejeição ao aumento da tarifa da passagem do metrô, mas depois foram estendidas a várias reivindicações sociais e contra o governo Piñera.

"As quedas significativas na aprovação do presidente e do governo são indicativos da alta responsabilidade que os cidadãos atribuem ao governo na administração da crise", aponta a pesquisa, realizada entre 25 e 29 de outubro, na qual fora entrevistadas 1.005 pessoas com mais de 18 anos de idade em todo o país.

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