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Mais de 20.000 condenações por corrupção na China em 2020

O presidente chinês Xi Jinping (C) deixa a segunda sessão plenária em Pequim afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. março 2021 - 14:34
(AFP)

O número de pessoas condenadas por corrupção na China diminuiu em 2020, mas permaneceu elevado com mais de 20.000, algumas delas à morte, segundo um relatório oficial publicado nesta segunda-feira (8).

Desde que o presidente Xi Jinping lançou uma operação de "mãos limpas" em 2013, direcionada aos militares, empresas e políticos, vários funcionários e chefes comunistas foram denunciados.

Em 2020 houve um total de 22.000 julgamentos por corrupção com cerca de 26.000 pessoas envolvidas, segundo o relatório do Supremo Tribunal Popular, entregue nesta segunda-feira aos deputados reunidos na sessão parlamentar anual em Pequim.

No ano passado, em primeira instância, 99,93% do total dos 1,53 milhão de acusados em causas penais foram condenados, segundo a mesma fonte.

Das 26.000 pessoas julgadas por corrupção, a imensa maioria foi condenada, mas este número representa uma queda de cerca de 3.000 condenações em relação a 2019.

Nos últimos 12 meses, vários casos envolveram altos funcionários.

Zhao Zhengyong, ex-chefe do Partido Comunista chinês (PCCh) na província de Shaanxi (norte), que aceitou 115 milhões de dólares em subornos, foi condenado à morte em suspensão, uma pena que costuma exigir prisão perpétua.

Por sua vez, Lai Xiaomin, ex-chefe de um fundo de investimento que acumulou mais de 255 milhões de dólares em subornos foi executado no final de janeiro.

A campanha anti-corrupcção de Xi Jinping sancionou pelo menos 1,5 milhões de dirigentes do PCCh.

A operação é suspeita de ser usada também para eliminar os opositores ao chefe de Estado.

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