Policiais de 31 países prenderam 228 pessoas e identificaram mais de 3.800 "mulas financeiras" no âmbito de uma gigantesca operação contra a lavagem de dinheiro, anunciou nesta quarta-feira a agência europeia de polícia Europol.

A operação, executada em novembro em 29 países da Europa mais Estados Unidos e Austrália, resultou na abertura de mais de 1.000 investigações criminais e permitiu evitar "uma perda total de 12,9 milhões de euros" (14,2 milhões de dólares), afirmou a Europol em um comunicado.

"Mais de 650 bancos, 17 associações de bancos e outras instituições financeira contribuíram para a declaração de 7.520 transações fraudulentas de mulas financeiras, o que evitou uma perda total de 12,9 milhões de euros", explicou a Europol.

A operação, apoiada pela Europol, a unidade europeia de cooperação Eurojust e a Federação Bancária Europeia (FBE), permitiu identificar 3.833 "mulas financeiras" e 386 recrutadores, dos quais 228 foram detidos.

As "mulas financeiras" participam, muitas vezes sem saber, de atividades de lavagem de dinheiro, recebendo e transferindo quantias obtidas ilegalmente, indicou a Europol.

Os recrutadores, particularmente ativos nas redes sociais, convencem as vítimas "a abrir contas bancárias sob o pretexto de enviar ou receber fundos.

A operação aconteceu em 31 países, incluindo Alemanha, Bélgica, Espanha, Suíça, Reino Unidos, Estados Unidos e Austrália.

Os anúncios on-line propõem técnicas "para enriquecer rapidamente", amplamente usadas para atrair estudantes ou jovens adultos.

Os casos de "golpes românticos" também aumentaram este ano, à medida que os criminosos recrutam cada vez mais mulas nos portais de namoro online.

As mulas não estão a salvo de serem objeto de um processo judicial.

"Mesmo que as mulas do dinheiro ajam sem perceber, estão cometendo um crime", adverte a Europol.

"A polícia vai recorrer primeiro à pessoa cujo nome está na conta bancária e as consequências legais podem ser graves", afirmou a agência.

Segundo a Europol, de acordo com a lei em vigor em cada país, as mulas podem "estar sujeitas a longas penas de prisão e adquirir antecedentes criminais que podem afetar seriamente o resto de suas vidas como, por exemplo, impedi-las de obter um empréstimo ou abrir uma conta bancária".

Para sensibilizar o público sobre este tipo de fraude, a Europol lançou nesta quarta-feira uma campanha intitulada "Não seja mula".

Neuer Inhalt

Horizontal Line


Teaser Instagram

Siga-nos no Instagram

Siga-nos no Instagram

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.