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Mais de 270 pessoas foram mortas, a maioria executada pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), durante a tomada de um campo de gás na Síria, uma das piores atrocidades cometidas pelo grupo ultrarradical.

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Mais de 270 pessoas foram mortas, a maioria executada pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), durante a tomada de um campo de gás na Síria, uma das piores atrocidades cometidas pelo grupo ultrarradical.

"Esta é a operação mais mortal cometida pelo Estado Islâmico" desde seu surgimento no ano passado na Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que forneceu este balanço com base em fontes médicas.

O EI, que controla grandes áreas na Síria e no Iraque e que anunciou no final de junho o estabelecimento de um "califado" islâmico, é acusado das piores atrocidades contra seus inimigos, como crucificações e execuções sumárias. E em 24 horas, duas mulheres acusadas de "adultério" foram apedrejadas pelos combatentes do grupo no norte da Síria.

Na Síria, o EI combate os rebeldes estão em guerra há três anos contra o regime de Bashar al-Assad.

"Mais de 270 pessoas foram mortas no campo de gás de Shaer", atacado pelos jihadistas na quinta-feira, informou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

'Executados a tiros'

"A grande maioria foi executada por fuzilamento após a tomada do campo" na quinta-feira, declarou Abdel Rahman.

Neste sábado, as forças do regime enviaram reforços e conseguiram "retomar grande parte da Shaer", segundo ele. "No entanto, os combates continuam em torno do campo".

A contra-ofensiva do regime resultou em pelo menos 40 mortos no lado do EI e 11 do lado dos soldados, além de dezenas de feridos. Damasco não forneceu números oficiais.

O campo de Shaer está localizado em uma região desértica da província central de Homs, rica em reservas de gás e poços de petróleo. Está localizado a nordeste do sítio arqueológico de Palmira.

A maioria dos mortos eram guardas do campo e voluntários armados responsáveis ​​pela segurança da área. De acordo com o OSDH, eles são de aldeias alauítas de Homs, comunidade à qual pertence o presidente sírio, e que é odiada pelo EI, que segue sua própria interpretação extrema do islamismo sunita.

Pelo menos 11 trabalhadores também estão incluídos no balanço.

Um vídeo, gravado pelos jihadistas do EI no campo de gás e postado no YouTube, mostra dezenas de corpos, alguns parecem ter sido baleados na cabeça, enquanto outros foram mutilados. Um jihadista golpeia com seu sapato a cabeça de um cadáver.

Em outro vídeo, um jihadista posa em frente a um corpo. Ele fala alemão, inserindo insultos em árabe.

Apedrejamento

"O Estado Islâmico cometeu inúmeros crimes de guerra", denunciou o OSDH, enquanto a Síria é devastada por três anos de uma guerra civil que se tornou ainda mais complexa pelo envolvimento do EI, formado por jihadistas estrangeiros.

O EI já assumiu o controle de vários campos de petróleo na província oriental síria de Deir Ezzor. "Este grupo aspira conquistar áreas estratégicas, especialmente aquelas onde há depósitos de petróleo e gás", disse Abdel Rahman.

O grupo tem espalhado o terror nas áreas sob seu domínio. Entre quinta e sexta-feira, o OSDH anunciou que o IE havia apedrejado até a morte duas mulheres acusadas de "adultério" em Raqa, província do norte da Síria.

Quinta-feira à noite, uma primeira execução deste tipo cometida pelo EI ocorreu em Tabqa, uma cidade da província. A mulher "tinha 26 anos e era viúva", segundo o OSDH.

De acordo com um ativista de Raqa, as pessoas estão "aterrorizadas, mas não se atrevem a responder a estes métodos bárbaros".

E na sexta à noite, a segunda mulher foi apedrejada pelos combatentes do IE, enquanto os habitantes de Raqa se recusaram a participar na execução.

O conflito na Síria tornou-se uma guerra em várias frentes: os rebeldes lutam contra as tropas do regime e contra o EI, principalmente em seus redutos em Aleppo (norte) e perto de Damasco.

Por sua vez, o EI combate as tropas do regime especialmente na província de Hama (centro), mas também os curdos no norte e nordeste da Síria.

AFP