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Refugiados sudaneses

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Mais de 6.000 pessoas fugiram das suas casas para escapar dos combates dos últimos dias no Sudão do Sul, onde os deslocados acusaram as tropas do governo de massacrar civis, anunciou na sexta-feira a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

Os combates entre as forças do governo e os rebeldes começaram na segunda-feira, na cidade de Pajok, na região do Equador, uma parte do país que não tinha sido afetada pela violência até poucos meses atrás.

No comunicado, a Acnur indicou que 6.000 sul-sudaneses fugiram desde segunda-feira em direção ao distrito de Lamwo, no norte da Uganda, enquanto muitos outros continuavam escondidos na savana.

"As pessoas que fugiram da zona do incidente recentemente afirmam que a cidade foi alvo de ataques indiscriminados das forças armadas sul-sudanesas", explicou o comunicado.

"Os refugiados contaram à equipe da Acnur em Lamwo histórias aterradoras sobre a violência e os abusos contra civis. Muitos viram seus familiares serem massacrados como se fossem animais", disse à AFP Rocco Nuri, porta-voz da Acnur em Uganda.

O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em 2011, mas é devastado por uma guerra civil desde dezembro de 2013, um conflito que deixou milhares de mortos e três milhões de deslocados.

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