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Migrantes ilegais, resgatados pela Guarda Costeira líbia no Mar Mediterrâneo, chegam à base naval de Trípoli, em 6 de maio de 2017

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Entre 7.000 e 8.000 migrantes, originários em sua maioria da África sub-saariana, estão atualmente detidos em vinte centros de detenção na Líbia, informou nesta terça-feira à AFP um responsável do organismo que luta contra a migração ilegal.

Abdulrazaq al-Shniti falava por ocasião da abertura de um novo centro de detenção em Tajura, subúrbio de Tripoli, elevando para 42 o número de centros no país, incluindo 23 funcionais.

O novo centro já recebe 130 jovens migrantes africanos presos esta semana em um galpão em Tajura, onde foram agrupados por passadores, à espera de tentar atravessar o Mediterrâneo, segundo um funcionário do estabelecimento.

De acordo com Shniti, alguns líderes de redes clandestinas de traficantes foram presos "durante o último período" e, segundo ele, levados à justiça.

Migrantes são regularmente repatriados para o seu país, em coordenação com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e representantes de suas embaixadas, acrescentou o funcionário.

É também a OIM que é "responsável pela prestação de assistência aos migrantes nos centros de detenção", explicou.

No ano passado, 181.000 migrantes, um recorde, chegaram na Europa pela costa italiana, destes, 90%, partindo da Líbia.

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