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Homem faz saudação fascista em manifestação contra independência da Catalunha, no dia 1 de outubro

(afp_tickers)

Carregando bandeiras espanholas e cantando, mais de mil pessoas se manifestaram em Madri, neste domingo (1º), contra a independência de Catalunha, misturando-se aos inúmeros turistas que registravam o momento com "selfies".

Enquanto as forças de segurança intervinham em Barcelona para impedir o referendo de autodeterminação, centenas de pessoas se reuniram pouco antes do meio-dia na Plaza Mayor, no coração da parte histórica de Madri.

Convocados pelo partido nanico "Livres", que se identifica como "social-liberal", a multidão denunciava "a declaração unilateral de independência".

Os participantes levavam bandeiras espanholas e cantavam palavras de ordem como "Não, não se enganem, a Catalunha é espanhola!", ou "Eu sou espanhol, espanhol, espanhol!". Também exigiam a detenção do presidente catalão, Carles Puigdemont, promotor da consulta, aos gritos de "Puigdemont, pra prisão!".

Uma confusão teve início quando o segundo orador, Iván González, tomou o microfone para exigir a saída do chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, provocando a reação de parte dos manifestantes - especialmente das pessoas mais velhas.

"Fora!", "Não viemos pra isso!", gritavam, indignados.

"O governo tinha que ter adotado o artigo 155 há tempos", disse González à AFP, que se identificou como membro do "Livres", ao se referir ao artigo que permite ao Executivo suspender a autonomia catalã.

"Não foram estadistas", criticou.

- Manifestantes entre os turistas -

A multidão seguiu, então, para a Porta do Sol, em meio aos inúmeros turistas. A concentração foi ficando cada vez maior, com a chegada de inúmeros jovens que souberam do protestos pelo aplicativo de troca de mensagens Whatsapp.

Entre eles, está Rodrigo Liébana, de 29 anos, que vive em Barcelona, com uma bandeira espanhola e outra catalã, sem a estrela separatista.

"Se você anda com essas bandeiras na Catalunha, chamam vocês de fascista", comentou.

No meio do mar de gente, também se viam representantes do pequeno partido de extrema-direita Democracia Nacional.

Um pouco mais adiante, turistas registravam os acontecimentos.

"Estava vendo a CNN no hotel e vi que tinha uma manifestação em Madri. Vim e tirei uma foto", disse John, um rapaz de Liverpool que passava o fim de semana na capital espanhola.

Duas estudantes chinesas, que não quiseram se identificar, preferiram fazer um "selfie", com os manifestantes ao fundo, imortalizando "um momento histórico".

Os manifestantes saudaram a Polícia, quando os agentes tentaram separar manifestantes dos turistas: "vocês não estão sozinhos!", gritavam.

Já León Hernández disse se sentir sozinho.

"Deveria ter muito mais gente", lamentou esse aposentado.

Ontem, quase dez mil pessoas também se concentraram em Madri para um ato com as mesmas demandas.

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AFP