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(Arquivo) Migrantes cubanos são vistos em La Cruz, Costa Rica, no dia 12 de janeiro de 2016

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Mais de mil migrantes, em sua maioria cubanos, entraram nesta quarta-feira na Costa Rica à força oriundos do Panamá, onde se encontravam detidos em sua tentativa de chegar aos Estados Unidos - informou o governo costa-riquenho.

"Hoje, mais de mil migrantes irregulares entraram na Costa Rica de maneira violenta e forçada, o que é uma afronta para o povo costa-riquenho", declarou em um comunicado.

Até o fim da tarde de hoje, porém, restavam apenas 120 cubanos no território, enquanto os demais já haviam cruzado a fronteira de volta para o Panamá, informou por telefone à AFP um porta-voz do Ministério de Segurança Pública destacado na área, Carlos Hidalgo.

Segundo o porta-voz, cerca de 150 agentes policiais reforçam a segurança na fronteira - para onde seguiu o ministro de Segurança, Gustavo Mata - e que a situação é "controlada e pacífica".

De acordo com o comunicado, o Ministério da Segurança da Costa Rica reforçará a fronteira com o Panamá "com absoluto respeito à vida de todas as pessoas".

"A Costa Rica deu um exemplo ao mundo com a atenção humanitária (...) de mais de 8.000 pessoas (cubanas) que ficaram no nosso território entre novembro de 2015 e março de 2016", quando a Nicarágua decidiu, em novembro passado, bloquear sua passagem pela fronteira, segundo a declaração oficial.

Os cubanos faziam a viagem para chegar aos Estados Unidos a partir do Equador.

O governo advertiu que San José não é capaz de atender mais ilhéus que tentam chegar à América do Norte.

Imagens divulgadas pela televisão da passagem de fronteira de Paso Canoas mostraram como os migrantes entraram em confronto com as autoridades locais, que tentaram impedi-los. Vidros de carros e de janelas foram quebrados no confronto.

O governo da Costa Rica anunciou que enviará uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "para expressar seu repúdio a uma legislação que estimula os migrantes a continuar um trânsito perigoso para esse país por nossos territórios", fazendo alusão à política americana de permitir a entrada de migrantes cubanos que chegam nos Estados Unidos por terra, ou por mar.

Na terça-feira, autoridades de imigração da América Central, Colômbia, Equador, México e Estados Unidos se reuniram na Costa Rica para encontrar soluções para o fluxo contínuo de migrantes cubanos por esses países.

AFP