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(21 jul) Juízes nomeados pelo Parlamento venezuelano para formar uma corte paralela prestam juramento em Caracas

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Dois juízes de um tribunal paralelo designado pelo Parlamento venezuelano, de maioria opositora, foram detidos nesta terça-feira, elevando para três o número de juízes presos, informou o Legislativo.

Os serviços de inteligência "mantém sob detenção os magistrados recém juramentados pela AN (Assembleia Nacional) Jesús Rojas Torres e Zuleima González" no estado de Anzoategui (leste), indicou a câmera em sua conta no Twitter.

No sábado, o juiz Ángel Zerpa foi detido, sendo levado perante um tribunal militar na segunda-feira, de acordo com a ONG Foro Penal e o líder da oposição Henrique Capriles.

A Procuradoria apresentou um recurso pedindo sua libertação.

Em 21 de julho, o Parlamento empossou 33 juízes paralelamente ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), alegando que os juízes deste organismo foram nomeados ilegalmente pela maioria chavista anterior e estão a serviço do governo.

A decisão faz parte da ofensiva lançada pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) contra o presidente Nicolás Maduro e sua convocatória a uma Assembleia Constituinte que será eleita no domingo.

O TSJ advertiu que a nomeação de uma nova corte configurava um delito de "usurpação de funções" e "traição à pátria", punível com prisão.

Maduro afirmou no domingo que, "um por um", todos os juízes eleitos pelo bloco de oposição "vão para a cadeia" e "terão seus bens, contas (...) congelados e ninguém irá defendê-los".

As detenções aumentam a tensão em meio aos protestos contra Maduro que já deixou mais de cem mortos em quatro meses.

AFP