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A Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington DC, em 31 de janeiro de 2017

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Um preso condenado à morte conseguiu o adiamento da execução por ordem da Suprema Corte, poucas horas antes de receber uma injeção letal em uma penitenciária do estado americano do Arkansas.

Stacey Johnson é o quarto preso do estado do Arkansas a obter este mês um adiamento da execução, frustrando os esforços das autoridades locais de aplicar a pena capital a vários condenados antes do fim da validade de uma substância utilizada nas injeções letais.

O adiamento para Johnson foi obtido após um recurso que pretendia solicitar uma audiência de evidência, com o objetivo de conseguir um exame de DNA para provar sua inocência.

"Estamos agradecidos e aliviados com a decisão da Suprema Corte do Arkansas em relação a Stacey Johnson", disse a advogada Nina Morrison, do Innocence Project, que defende o condenado.

Ela afirmou que outro condenado no corredor da morte, Ledell Lee - também programado para ser executado nesta quinta-feira -, merecia o mesmo direito a uma audiência.

"Como argumentamos em nosso ofício, há uma quantidade significativa de evidência de DNA que nunca foi examinada e que poderia inocentar o sr. Lee e identificar o verdadeiro autor do crime", disse.

O governador do Arkansas, Asa Hutchinson, havia planejado a execução de oito homens condenados à morte em um período de 11 dias em abril. No final do mês expira a validade do midazolam, um sedativo utilizado nas injeções letais.

Mas em meio à oposição pública à pena de morte - incluindo protestos na capital estadual Little Rock, com a presença do ator Johnny Depp e de um juiz vinculado a um dos casos -, os advogados conseguiram suspender outras três execuções.

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