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Multidão toma as ruas de Hong Kong contra Pequim, em 1º de outubro

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Milhares de pessoas se manifestaram em Hong Kong, neste domingo (1º), debaixo de chuva, aproveitando o feriado da festa nacional chinesa, para denunciar a crescente ingerência de Pequim e a perda de liberdades na ex-colônia britânica.

Essa manifestação "contra o autoritarismo", que reuniu cerca de cinco mil pessoas, acontece semanas depois da prisão de três jovens líderes da "Revolução dos Guarda-Chuvas", a ampla mobilização pró-democracia de 2014.

"O autoritarismo já é uma realidade em Hong Kong", lamentou diante dos manifestantes Benny Tai, cofundador do movimento "Occupy Central", que desempenhou um papel-chave nos protestos de 2014.

"Nos manifestamos hoje porque esperamos que mais pessoas vejam a natureza real do governo", completou o professor de Direito.

Os principais alvos do protesto eram a líder do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, seu ministro de Justiça, Rimsky Yuen, e o presidente chinês, Xi Jinping, xingado de "palhaço autoritário" nos cartazes de alguns manifestantes.

No protesto, havia algumas bandeiras chinesas falsas, com as cinco estrelas amarelas sobre um fundo preto, em vez de vermelho.

A "Revolução dos Guarda-Chuvas", de 2014, provocou a maior crise política de Hong Kong desde que o território foi restituído à China em 1997, após 155 anos de presença britânica.

Por 11 semanas, os manifestantes bloquearam os bairros de escritórios e comerciais no centro da cidade para repudiar o projeto de reforma eleitoral apresentado por Pequim e para pedir a instauração de um verdadeiro sufrágio universal.

Apesar da repercussão internacional do movimento, a China não fez qualquer concessão a Hong Kong.

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AFP