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Milhares de pessoas foram às ruas de Barcelona, nesta segunda-feira (11), para a festa da Catalunha, em uma tentativa de demonstração de força do separatismo catalão frente à mobilização das instituições espanholas contra o referendo de autodeterminação convocado para 1º de outubro

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Milhares de pessoas foram às ruas de Barcelona, nesta segunda-feira (11), para a festa da Catalunha, em uma tentativa de demonstração de força do separatismo catalão frente à mobilização das instituições espanholas contra o referendo de autodeterminação convocado para 1º de outubro.

As imagens aéreas mostravam avenidas lotadas de manifestantes - eram dezenas de milhares no início da mobilização - onde as bandeiras separatistas tremulavam.

Lideradas pelo presidente regional, Carles Puigdemont, os manifestantes devem compor uma cruz de mais de um quilômetro, na sexta manifestação em massa do separatismo, aproveitando a "Diada" de 11 de setembro, o dia da Catalunha.

"Estou convencido de que o referendo será realizado, milhares de pessoas querem votar, não podem impedir isso", declarou à AFP Sever Salvador, um funcionário público de 63 anos.

Os cartazes proclamavam, em catalão: "Adeu Espanya" (Adeus Espanha).

"Esta não é uma Diada qualquer, é uma Diada muito importante", convocou Puigdemont na véspera, em um discurso institucional.

É um dia "para nos projetarmos para o futuro, um futuro que temos em nossas mãos e que decidiremos democraticamente muito em breve".

"O governo (catalão) já tem tudo preparado para que, no domingo, 1º de outubro, os catalães possam ir votar", garantiu Puigdemont.

Se o "sim" for vitorioso, prometem fundar, em seguida, uma república independente do reino da Espanha.

Antes, terão de superar os obstáculos da Justiça e do governo espanhol do conservador Mariano Rajoy, dispostos a impedir esse referendo convocado pelo Executivo catalão, apesar da proibição do Tribunal Constitucional.

"O que vocês vão fazer no 1º de outubro? Ajudar a votar, ou ajudar a impedir?", questionava ontem o porta-voz do governo catalão, Jordi Turull, na cidade catalã de Lleida, cujo prefeito se negou a colaborar.

Diante da mobilização do Judiciário, o separatismo conta com o apoio de seus partidários. Assim, a marcha servirá para calibrar sua capacidade de convocação, a qual pareceu ter arrefecido na última Diada.

"Transformaremos a Diada em um tsunami de ilusão que nos levará (...) à maioria pela independência do 1º de outubro", prometeu on-line a Assembleia Nacional da Catalunha (ANC), uma das entidades organizadoras.

Como acontece todo os anos, a manifestação começará às 17h14 locais. É uma referência ao 11 de setembro de 1714, quando Barcelona caiu, após um longo cerco das tropas franco-espanholas do rei Felipe, o qual anularia posteriormente o autogoverno regional. Com o auge do separatismo, a data ganhou significado especial.

Desde 2012, centenas de milhares de catalães tomam as ruas neste dia para reivindicar um referendo de autodeterminação, em meio a um mar de bandeiras nas cores vermelho, amarelo e azul.

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AFP