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A Guiana Francesa vive uma onda, inédita, de protestos para exigir investimentos imediatos do Estado no desenvolvimento do departamento, que registra elevada taxa de desemprego e violência

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O grupo Pou La Gwiyann dékolé (Para que a Guiana decole) decidiu na segunda-feira prosseguir com a mobilização de protesto que pede, há um mês, ao governo francês mais investimentos no departamento.

O território na América do Sul vive uma onda, inédita, de protestos para exigir investimentos imediatos do Estado no desenvolvimento do departamento, que registra elevada taxa de desemprego e violência.

Os ativistas, que pedem uma espécie de "Plano Marshall" local, enviaram ao governo no domingo um protocolo de sete páginas para suspender a mobilização.

"Para obter uma assinatura rápida, nos vemos na obrigação de endurecer o protesto. As barricadas serão instaladas a partir de 22H00", afirmou Valérie Vanoukia, representante das pequenas empresas da Guiana, após uma assembleia geral.

O protocolo aceita o plano de emergência de um bilhão de euros proposto pelo governo e pede um diálogo sobre os € 2 bilhões adicionais solicitados pelo movimento.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (Insee) francês a Guiana registra uma taxa de desemprego de 22%, número que dobra na faixa entre 18 e 25 anos.

A renda média no território é metade da registrada na França.

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