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Marinha lança novo submarino de vigilância das águas territoriais brasileiras

Trabalhadores caminham ao lado do submarino Riachuelo durante o início da etapa final de sua construção, em 20 de fevereiro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. dezembro 2018 - 14:28
(AFP)

O Brasil lançou nesta sexta-feira (14) ao mar o primeiro de cinco submarinos ultramodernos - um deles a propulsão nuclear - que se propõe a construir para defender suas vastas águas territoriais, ricas em hidrocarbonetos.

O "Riachuelo", que faz parte de um programa de cooperação entre a Marinha brasileira e a indústria naval francesa, teve seu batismo no estaleiro naval em Itaguaí, perto do Rio de Janeiro.

A cerimônia, solene e com pompas militares, foi realizada na presença do presidente Michel Temer e do presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro.

"Este programa não se propõe a perturbar a paz nos mares, mas defender nossa soberania e nossas riquezas naturais. Inscreve-se também na política de desenvolvimento tecnológico do Brasil", disse Temer.

O "Riachuelo", um submarino da classe Scorpène, tem 72 metros comprimento e pesa 1.800 toneladas. É equipado com torpedos e mísseis, conta com autonomia de navegação de 70 dias e comporta 35 tripulantes.

Adornado com bandeirolas verde e amarelas, foi lançado por um guindaste, que o desceu lentamente, e tocou o mar pouco antes do meio-dia, sob um sol radiante.

Previamente, foi batizado com a quebra de uma garrafa de champanhe pela primeira-dama, Marcela Temer.

O lançamento não significa que a embarcação já possa patrulhar o Atlântico, visto que ainda precisa ser submetida a uma série de testes e só entrará em serviço efetivo dentro de dois anos.

- Proteger a "Amazônia Azul" -

Este primeiro passo da renovação da frota de submarinos ocorre dez dias depois da assinatura de um contrato de 6,7 bilhões de euros, obtido pelo grupo francês DCNS, atualmente Naval Group.

O programa sofreu atrasos, devido a cortes orçamentários no país, que sai com dificuldades de uma grave recessão.

Também foi afetado pelos escândalos de corrupção que envolveram a empreiteira Odebrecht, uma das empresas encarregadas da construção do estaleiro.

O lançamento dos outros três submarinos convencionais - "Humaitá", "Tonelero" e "Angostura" - está previsto para 2020, 2021 e 2022, respectivamente.

O "Alvaro Alberto", a propulsão nuclear, que não se beneficiará de transferência tecnológica francesa no que diz respeito ao reator, deve ficar pronto em 2029, seis anos depois das previsões iniciais.

A nova frota substituirá a de cinco submersíveis convencionais em atividade, construídos em colaboração com a Alemanha entre 1980 e 1990.

O "Riachuelo" - cujo nome remete a uma batalha naval da Guerra do Paraguai (1865-70) - faz parte do programa PROSUB, concebido para proteger os 8.500 quilômetros da costa brasileira, assim como suas jazidas de petróleo em águas profundas (camadas do pré-sal). Trata-se de uma área de 4,5 milhões de km2, denominada de "Amazônia Azul" pelos militares brasileiros.

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