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Um primeiro caso de morte vinculado ao vírus da zika foi detectado na ilha caribenha da Martinica, nas Antilhas francesas - anunciou nesta sexta-feira a Agência Regional de Saúde (ARS)

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Um primeiro caso de morte vinculado ao vírus da zika foi detectado na ilha caribenha da Martinica, nas Antilhas francesas - anunciou nesta sexta-feira a Agência Regional de Saúde (ARS).

Trata-se de um homem de 84 anos, indicou a Agência, que esteve "hospitalizado durante dez dias em cuidados intensivos com síndrome de Guillain-Barré", uma infecção neurológica que pode causar paralisia e problemas respiratórios. Alguns especialistas estimam que a zika e a síndrome estejam vinculados.

Os médicos concluíram que o óbito "está diretamente relacionado com o zika, tendo como causa inicial uma síndrome de Guillain-Barré", afirmou a ARS em um comunicado.

"É o primeiro óbito registrado na Martinica desde o início da epidemia", acrescenta a nota.

Até o momento, 19 pacientes receberam tratamento para essa síndrome na ilha durante a epidemia de zika. O vírus pode provocar microcefalia em bebês nascidos de mães infectadas durante a gravidez e doenças neurológicas raras nos adultos.

A primeira morte relacionada com o vírus ocorreu no Brasil em novembro passado. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, 91.300 casos de suspeita de infecção pelo zika – dos quais três resultaram em morte - foram notificados no país de fevereiro a abril de 2016, e 1.384 casos de bebês nascidos com microcefalia foram registrados desde outubro de 2015.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou hoje que a linhagem do zika vírus que se propaga pela América Latina foi encontrada pela primeira vez no arquipélago africano de Cabo Verde. Até até 8 de maio, foram registrados no país 7.557 casos de suspeita de zika e três casos de microcefalia.

O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a Chikungunya.

AFP