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Penny chega ao número 10 de Downing Street, em Londres

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, nomeou nesta quinta-feira (9) a partidária do Brexit Penny Mordaunt como a nova ministra de Desenvolvimento Internacional, após a demissão da titular do cargo, o segundo caso em uma semana em seu gabinete.

Mordaunt substitui Priti Patel, que teve que se demitir na quarta-feira depois de ter se reunido com personalidades políticas israelenses sem informar ao governo.

Com esta nomeação, Theresa May tenta preservar o frágil equilíbrio de forças no seio de seu governo, entre os a favor e contra o Brexit, em negociações com a União Europeia que se anunciam complicadas.

Penny Mordaunt aparecia na lista de possíveis sucessores de Michael Fallon, que deixou seu cargo de ministro da Defesa na semana passada, suspeito de assédio sexual. A posição foi finalmente atribuída a Gavin Williamson, um dos aliados da primeira-ministra, o que provocou críticas entre os tories.

Deputada conservadora de Portsmouth desde 2010, Mordaunt entrou no governo de David Cameron em 2015 como ministra das Forças Armadas. Após o referendo do Brexit e a chegada de May a Downing Street foi nomeada ministra de Saúde, Trabalho e Pessoas Deficientes.

Antes de entrar na política, trabalhou em meios de comunicação e no setor privado. Foi responsável de imprensa estrangeira na equipe de George W. Bush durante a campanha para a eleição presidencial americana de 2000.

Entre os conservadores, alguns deputados expressaram seu desejo de ver um representante pró-Brexit como sucessor de Patel. "Contanto que seja alguém que tenha aceitado a ideia do Brexit e que apoie o processo, não será um problema", afirmou a BBC o deputado Jacob Rees-mogg, figura do campo pró-Brexit.

Já a oposição rapidamente criticou essa nomeação. "Era a mesma ministra que pretendeu falsamente que a Turquia estava a ponto de entrar na União Europeia" durante a campanha do Brexit, recordou o trabalhista Chuka Umunna.

Kate Osamor, responsável de Desenvolvimento Internacional no Partido Trabalhista, pediu a Mordaunt que "restaurasse a integridade da política internacional britânica", que para ela ficou danificada com as "ações de Priti Patel".

Patel, de 45 anos, teve que pedir desculpas na segunda-feira por ter se reunido 12 vezes com dirigentes israelenses, entre eles o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, assim como com representantes de ONGs e empresas durante suas férias em agosto, sem informar ao governo.

Segundo Downing Street, May lhe disse que havia evocado a possibilidade de financiar a assistência humanitária aos feridos sírios no Golã, do qual Londres não reconhece a ocupação parcial por Israel.

Mas Priti Patel manteve algumas questões em segredo. Por exemplo, não explicou que essa ajuda implicaria financiar o Exército israelense, que já permitiu evacuar mais de 3.100 feridos sírios para hospitais de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, inclusive teria visitado um hospital militar de campanha nesse território.

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AFP