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A primeira-ministra britânica, Theresa May, deixa a Casa dos Comuns, em Londres, em 9 de outubro de 2017

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, concordaram, nesta segunda-feira (16), em "acelerar nos próximos meses" os esforços para tentar alcançar um acordo sobre o Brexit, pouco antes da cúpula europeia, em Bruxelas, nesta quinta e sexta-feira.

Apesar de o gabinete da primeira-ministra insistir em que esta reunião foi prevista há semanas, a viagem de May deu impressão de caráter de urgência, após a decepção com a última rodada de negociações sobre o Brexit.

Em um breve comunicado conjunto emitido após o encontro, ambos responsáveis indicaram que "o jantar de trabalho aconteceu em um ambiente amável e construtivo".

"A primeira-ministra e o presidente da Comissão Europeia revisaram os progressos realizados até agora nas negociações do artigo 50 e concordaram que esses esforços devem se acelerar nos próximos meses", afirma o comunicado, fazendo menção à cláusula ativada por governos que queiram deixar a UE.

O ministro britânico encarregado do Brexit, David Davis, e o negociador da UE para o Brexit, Michel Barnier também participaram do encontro.

No pronunciamento, May e Juncker afirmaram ter tido "conversas longas e construtivas sobre os desafios europeus e mundiais atuais", inclusive "seu interesse comum em preservar o acordo sobre o programa nuclear iraniano" e "seu trabalho para reforçar a segurança dos cidadãos da Europa, principalmente combatendo o terrorismo".

Antes do jantar, questionado sobre suas expectativas, Juncker se limitou a comentar: "Verei May hoje a noite, falaremos e vocês verão na autopsia".

- 'Um tigre no motor' -

É preciso "pôr um tigre no motor" das negociações, tinha afirmado nesta segunda o ministro britânico de Relações Exteriores, Boris Johnson, à margem de uma reunião com seus contrapartes da UE em Luxemburgo. O Reino Unido, completou, está disposto "a empreender discussões sérias sobre a futura relação".

Na última quinta-feira, Barnier fechou uma rodada de negociações com a equipe britânica lamentando "o ponto morto preocupante" sobre a questão financeira.

Oficialmente, Bruxelas considera que o montante da fatura deve oscilar entre 60 bilhões e 100 bilhões de euros. "Devem pagar", afirmou Juncker na sexta-feira, fazendo ainda mais pressão.

O assunto, bem como o destino dos europeus no Reino Unido e as consequências do Brexit para a Irlanda, são os três assuntos prioritários nos quais a UE exige "progressos suficientes" antes de começar a falar mais profundamente da futura relação com o Reino Unido.

Por causa da estagnação, Barnier tinha alertado que não será capaz de recomendar aos dirigentes dos 27 países do bloco que passem à próxima fase das negociações sobre a futura relação comercial durante a cúpula de quinta e sexta em Bruxelas.

Contudo, como mostra de boa vontade, os europeus podem se comprometer a iniciar "negociações internas preparatórios" sobre essa futura relação, segundo um projeto de conclusões da cúpula.

Um avanço nas negociações poderia servir para May melhorar sua imagem domesticamente, já que está enfraquecida pelo revés nas legislativas de junho.

A mandatária está em meio a um fogo cruzado no Reino Unido e é cobrada por alguns "brexiters" que pedem para ela manter uma linha dura diante de Bruxelas.

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AFP