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Manifestação em Barcelona pelo diálogo na Catalunha

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Entre ansiosos e irritados, milhares de espanhóis saíram às ruas neste sábado vestidos de branco ou enrolados na bandeira nacional, para mostrar sua rejeição a uma independência unilateral da Catalunha.

Com manifestações em Madri, Barcelona e outras cidades, deixaram à mostra a ansiedade de anos de desconfiança entre a região do nordeste da Espanha e o restante do país.

Agitando bandeiras brancas e vestindo roupas da mesma cor, milhares de pessoas pediram ao chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, e ao presidente catalão, Carles Puigdemont, que dialoguem e ponham fim ao conflito.

Outros manifestantes, agitando bandeiras da Espanha, vociferaram patriotismo.

- Raiva -

Sob um mar de bandeiras espanholas, 50 mil manifestantes reunidos na Plaza Colón, centro de Madri, gritavam "Viva Espanha!" e "União nacional!", em meio ao som de tambores.

Irritados com os separatistas catalães, que, no último dia 1º, ignoraram a proibição da Justiça e realizaram um referendo de autodeterminação, mas também temendo que a situação termine em caos, exigiram que os líderes de Madri e Barcelona solucionem a crise.

- Medo -

Os manifestantes criticaram os separatistas catalães por ameaçarem a unidade da Espanha, mas também o governo central, por ter permitido que a situação saísse do controle.

Cenas de policiais espanhóis usaram a violência contra manifestantes decididos a votar no referendo e causaram indignação.

Na capital da Catalunha, Barcelona, onde mais de 5 mil pessoas vestidas de branco se reuniram na praça central Sant Jaume para pedir diálogo, também havia expressões de temor.

"Ultimamente, tenho medo de ver como uns ameaçam os outros e não baixam a guarda, isto pode terminar em uma ruptura social que pode ser grave", comentou o professor de meditação catalão Pedro Lario, 53.

"Sou catalã, mas sou espanhola e cidadã do mundo", assinalou a empresária Ana Chueco, 51, que levantava as mãos, pintadas de branco.

- Tensão -

Leves sinais de distensão foram dados ontem, quando o governo central pediu desculpas pelos feridos durante o referendo.

Mas os separatistas catalães pareciam se manter no caminho de uma declaração unilateral de independência, enquanto Madri afirmava que não haverá diálogo até que se desista desta ideia.

"Vivemos com muita tensão, nossas vidas estão embargadas por tudo isso, não sabemos o que fazer com o nosso dinheiro, nem com os nossos empregos, não sabemos o que irá acontecer", desabafou a professora universitária Alicia Doménec, acompanhada do filho de 3 anos.

"A tensão social não se pode negar, há uma ruptura, fratura, insultos, há a negação do outro", assinalou na praça lotada, localizada entre as sedes da prefeitura e do governo regional.

- Tristeza -

Em outra manifestação pelo diálogo, na praça Cibeles, em Madri, a atriz Marta Muro, 67, lembrou as mortes na época de atividade da organização separatista armada basca ETA.

"Fico triste pensando em que país ruim temos, que governo mais ruim. Não tenho nada contra os catalães. Eles deverão ser ouvidos com respeito", disse.

- Ódio -

A estudante Natalia Bermejillo, 21, estava sentada com três amigos perto da Plaza Colón. Disse não ter vergonha de participar de uma manifestação que incluiu pequenos grupos de extrema direita, já que eles defendem "a mesma causa".

"Na Catalunha, o que ensinam aos filhos e o ódio em relação à Espanha. É uma ideologia muito extremista", afirmou.

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AFP