A mulher do príncipe Harry, Meghan, que está no olho do furacão por sua decisão de abandonar as funções reais, pode ter que confrontar seu polêmico pai em um julgamento contra um jornal britânico que ela acusa de ter violado sua privacidade.

Com base em documentos apresentados na véspera na Alta Corte de Londres, o jornal conservador britânico Daily Telegraph reportou nesta quarta-feira (15) que Thomas Markle, de 75 anos, "está disposto a testemunhar" no processo aberto por sua filha contra o Mail on Sunday.

Aumentando a pressão sobre o casal, "se o caso (...) for a julgamento, é provável que o senhor Markle deponha contra sua filha e que a duquesa se veja obrigada a testemunhar contra ele", publicou o jornal.

Divorciado da mãe de Meghan desde que ela tinha cinco anos, esse diretor de iluminação de Hollywood, que hoje é aposentado e mora no México, há muito tempo tem uma relação tensa com a duquesa de Sussex.

Não a levou ao altar em 2018, quando Meghan casou com o neto da rainha da Inglaterra. O motivo oficial foi uma doença do coração, mas nas semanas anteriores ao casamento colocou a família real britânica em uma situação constrangedora ao posar para fotos de paparazzi em troca de dinheiro.

Harry e Meghan, que na semana passada provocaram polêmica na monarquia britânica ao anunciar sua decisão de renunciar à posição de membros de primeira escala da família real, há algum tempo denunciam o abuso da mídia contra eles, e em outubro processaram vários jornais britânicos.

No caso do Mail on Sunday, a ex-atriz americana de 38 anos, reprova a publicação em fevereiro de uma carta enviada para ela por seu pai.

O príncipe Harry, sexto na linha de sucessão, argumentou que a carta foi "publicada ilegalmente de forma intencional e destrutiva", e disse que o jornal havia "omitido estrategicamente alguns parágrafos, algumas frases e até algumas palavras para encobrir as mentiras proferidas" contra sua esposa.

- Meghan reaparece no Canadá -

O neto da rainha Elizabeth II, de 35 anos, ainda abalado pela morte de sua mãe, a princesa Diana, em um acidente de carro em 1997 quando era perseguida pelos paparazzi em Paris, diz temer que "se repita a história" com Meghan.

Nos últimos dias o debate no Reino Unido foi intenso sobre se a cobertura da mídia sobre Meghan, cuja mãe é negra, estava envolva em racismo,e se isso contribuiu para sua decisão.

Até mesmo o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, criticou o "contexto racial" dos comentários na imprensa, assim como a "invasão e seu impacto nas pessoas e suas famílias", segundo seu porta-voz.

A notícia do possível confronto judicial entre pai e filha divulgada na imprensa acontece uma semana após a comoção da monarquia britânica, obrigada a se reinventar após perder dois de seus membros mais jovens e populares.

Em busca de "soluções viáveis" para um "tema complexo", a rainha da Inglaterra, de 93 anos, convocou na segunda-feira seu filho Charles -herdeiro do trono- e seus netos Harry e William para uma reunião de crise na família real e decidiu por um "período de transição" para que os duques de Sussex se retirem dos holofotes, como desejam.

Meghan não estava presente na reunião, organizada pela rainha em Sandringham, no leste da Inglaterra, porque voltou rapidamente ao Canadá, onde havia passado o natal com Harry e seu filho Archie -de oito meses- e onde viveu quando trabalhava na série de TV "Suits".

Foi vista no país na terça-feira, pela primeira vez após o anúncio inesperado da semana passada.

"Veja quem veio tomar o chá hoje!", escreveu o Downtown Eastside Women's Centre de Vancouver, uma instituição canadense que ajuda mulheres em dificuldades, em uma publicação no Facebook junto a uma foto de uma sorridente Meghan rodeada de oito mulheres.

Uma pesquisa do Angus Reid Institute identificou que, apesar do carinho dos canadenses pelo casal real, 73% deles não desejam assumir os custos de sua segurança e mudança ao Canadá.

Apenas 19% concordaram em cobrir os custos, e 3% estavam de acordo que o Canadá arque com todos os gasto.

A imprensa canadense estimou os custos de proteção de Harry e Meghan em aproximadamente 1,3 milhão de dólares ao ano.

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