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Fumaça emana do centro da capital líbia Trípoli durante combates na sexta-feira

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Homens armados executaram um sequestro-relâmpago nesta quarta-feira de sete membros da missão da Organização das Nações Unidas na Líbia. A ação ocorreu após o ataque ao comboio da missão perto da cidade de Zawiyahm a 50 quilômetros de Trípoli, segundo uma fonte das forças de segurança

"Eles foram libertados. Estão todos sãos e salvos", declarou à AFP o general Najmi al Nakua, chefe da guarda presidencial encarregado da proteção das missões diplomáticas em Trípoli.

A missão da ONU na Líbia (Manul) confirmou em um comunicado o ataque contra seu comboio, que circulava por uma estrada entre Sorman e Trípoli.

A Manul confirmou que não houve vítimas entre seus funcionários e disse esperar "com impaciência seu retorno de forma segura a Trípoli".

Um membro do Parlamento líbio, Adbalah al Lafi, que participou nas negociações que permitiram a liberação dos funcionários das Nações Unidas, garantiu que os membros da Manul estavam com ele em uma delegacia da cidade de Sorman, a cerca de 70 km a oeste de Trípoli, à espera de seu traslado para a capital.

"Continuamos esperando que se estabeleça um dispositivo de segurança para podermos ir", disse Lafi, que informou que a missão da ONU contava com cinco homens - um malaio, um romano e três líbios - e duas mulheres -uma egípcia e uma palestina.

Segundo ele, os assaltantes sequestraram os funcionários da ONU para negociar a libertação de familiares detidos em Trípoli.

"Pudemos convencê-los de liberar o pessoal da ONU antes de qualquer negociação", disse Lafi.

Os membros da Manul se dirigiam à cidade de Sorman para visitar um campo de migrantes quando sofreram o ataque.

Em uma foto que circula nas redes sociais, é possível ver as marcas de bala nos vidros de uma caminhonete, apresentada com um veículo do comboio atacado.

Desde a queda do regime de Muamar Kahdafi em 2011, as representações diplomáticas costumavam ser alvo de assaltos e sequestros na Líbia.

Em 2014, a maioria das missões diplomáticas, incluída a da ONU, abandonaram o país com o aumento da violência.

A sede da Manul fica na Tunísia, mas seus membros frequentemente fazem trabalhos na Líbia.

AFP