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Grupo de meninas na província tailandesa de Narathiwat, de maioria muçulmana, em 31 de dezembro de 2016

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Uma menina tailandesa de 11 anos, cujo casamento com um malaio 30 anos mais velho do que ela provocou indignação na Malásia, retornou esta semana para csa - anunciou uma autoridade tailandesa neste sábado (11).

Os muçulmanos menores de 16 anos podem se casar na Malásia, desde que obtenham permissão de um tribunal religioso. A união dessa menina com um homem de 41 anos inflamou as redes sociais no país, porém, e se multiplicaram os apelos pelo fim do casamento infantil. Ela é a terceira esposa.

A boda aconteceu em junho na província de Narathiwat, no sul da Tailândia, fronteiriça com a Malásia e povoada por maioria muçulmana.

A garota voltou para a Tailândia na quarta-feira, após "a imensa pressão exercida pela imprensa malaia", explicou o governador de Narathiwat, Suraporn Prommool.

O governador indicou que a menina está recebendo atenção psicológica, devido ao enorme interesse provocado pelo caso.

Suraporn Prommool afirmou que este casamento não está de acordo com o Direito Civil da Tailândia, onde a população é majoritariamente budista, e que a cerimônia foi realizada com o apoio de um conselho islâmico. Os pais da pequena, acrescentou o governador, aprovaram.

"Não podemos fazer nada (para anular o matrimônio), porque se casaram pela lei religiosa", acrescentou.

O noivo, um comerciante, está sujeito a uma pena de seis anos de prisão, se ficar comprovado que não obteve a autorização necessária na Malásia.

A menina nasceu na Tailândia, filha de pais agricultores. Seu conhecimento da língua tailandesa é básico, relata Suraporn Prommool.

Os defensores dos direitos das crianças na Malásia militam por uma modificação da lei, para pôr fim ao casamento infantil - muito comum segundo eles. Cerca de 16.000 malaios menores de 15 anos estão casados, asseguram.

Uma representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou que este caso é "escandaloso e inaceitável" e urgiu as autoridades a proibirem o casamento infantil.

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AFP