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Kenneth Frazier, CEO do laboratório farmacêutico Merck, em Washington, DC, no dia 31 de janeiro de 2017

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O laboratório farmacêutico americano Merck anunciou na noite de terça-feira ter abandonado parte dos seus ensaios clínicos de um tratamento experimental contra o mal de Alzheimer que tinha sido considerado promissor.

A decisão foi tomada depois que um comitê externo de consultoria determinou que não há "praticamente nenhuma possibilidade de obter um efeito clínico positivo", explicou o laboratório em um comunicado.

Este tratamento experimental era destinado a pacientes com Alzheimer em estágios moderadamente avançados.

A Merck desenvolveu a molécula chamada verubecestat, que reduzia a presença das proteínas tóxicas beta-amiloides no cérebro, bloqueando-as com uma enzima chamada BACE1.

Na doença de Alzheimer, uma degeneração neurológica incurável, essas proteínas formam placas que se aglutinam, o que altera o funcionamento dos neurônios, afetando as capacidades cognitivas, especialmente a memória.

Um primeiro ensaio clínico pequeno, cujos resultados foram publicados em novembro passado, tinha se revelado, no entanto, animador.

A Merck afirma que os estudos continuam para avaliar a molécula verubecestat em pacientes que sofrem de doença de Alzheimer em estágios iniciais.

A comissão externa de consultoria recomendou que estes estudos continuem, e os resultados são esperados para fevereiro de 2019, segundo a Merck.

"Apesar de estarmos decepcionados por não terem sido observados benefícios neste estudo, nosso trabalho continua" para estudar a molécula verubecestat "em pessoas com a doença em um estado menos avançado", indicou Roger M. Perlmutter, presidente dos laboratórios de pesquisa Merck, citado no comunicado.

Há três meses, o laboratório americano Eli Lilly renunciou a comercialização de um tratamento experimental contra o Alzheimer após realizar ensaios inconclusivos.

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AFP