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(Arquivo) Uma pessoa faz exame de colesterol, em Newark, no dia 13 de agosto de 2009

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Metade dos hispânicos nos Estados Unidos podem não estar cientes de quem têm colesterol elevado, sugeriu um estudo publicado nesta quarta-feira, que pediu melhor educação e tratamento da condição que pode levar a doenças cardíacas.

"Muitos hispânicos têm colesterol alto, cerca de 45 por cento, provavelmente devido a uma combinação de genes e dieta", afirmou Carlos Rodriguez, professor associado de medicina e epidemiologia na Wake Forest School of Medicine, em Winston Salem, Carolina do Norte e principal autor do estudo no Journal of the American Heart Association.

"O que é mais surpreendente é a falta de conscientização, tratamento e controle. Isso precisa mudar, pois a consciência é o primeiro passo na prevenção", disse.

O estudo analisou dados de 16.415 hispânicos, com idades entre 18 e 75 anos, que participaram do estudo conduzido no Hispanic Community Health Study, no estado americano do Texas.

Cerca de metade - 49,3% - dos hispânicos não estavam cientes de que tinham colesterol alto, segundo a pesquisa.

Entre os que sabiam, apenas 29,5% estavam se submetendo a algum tratamento.

O quadro geral de saúde das pessoas analisadas mostrou que 40% eram obesas, 25% têm pressão alta e 17% diabetes.

Os que eram mais jovens, tinham menor renda e chegaram recentemente aos Estados Unidos eram menos propensos a ter altas taxas de colesterol sob controle.

Já que os hispânicos são um dos grupos étnicos em maior expansão nos Estados Unidos - cerca de 52 milhões - a conscientização sobre os níveis de colesterol "pode ter um impacto significativo na redução das doenças cardíacas nos Estados Unidos", segundo o estudo.

AFP