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Máquinas de construção trabalham na cerca fronteiriça entre México e EUA na altura de Dunes, Califórnia, em 15 de fevereiro de 2017

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Os empresários que participarem da construção do polêmico muro fronteiriço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, só alimentarão a discriminação e terminarão como traidores, advertiu no domingo a Igreja católica mexicana.

"Qualquer empresa com intenções de investimento no muro do fanático Trump seria imoral, mas sobretudo seus acionistas e donos deveriam ser considerados traidores da pátria", disse o editorial do semanário Desde la Fe, órgão de comunicação da Igreja católica.

A publicação adverte que algumas empresas mexicanas "ergueram a mão para participar das licitações" para a construção do polêmico muro com o qual Trump garante que deterá a passagem de drogas, imigrantes ilegais e criminosos aos Estados Unidos.

"O investimento das empresas mexicanas no muro terminará por nutrir todas estas formas de discriminação que ao longo da história submeteram milhares de seres humanos", acrescenta o editorial.

Algumas empresas mexicanas manifestaram algum interesse em participar da polêmica obra que Trump insiste que seja paga pelo México, o que o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, negou de maneira reiterada.

A gigante do cimento mexicana Cemex afirmou no início de março que, se for solicitada, estará disposta a fornecer o material para a obra, embora tenha esclarecido que até o momento não foi contactada.

A Ecovelocity, uma pequena empresa do estado de Puebla, no centro do país, chamou a atenção nacional há alguns dias ao manifestar seu interesse em realizar a iluminação do muro, mas finalmente retirou sua proposta.

O orçamento proposto por Trump concede 2,6 bilhões de dólares para o "planejamento, design e construção" do muro.

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AFP