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(Arquivos) O diretor americano Michael Moore, no dia 17 de maio de 2017

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O cineasta americano Michael Moore anunciou a doação de 10.000 dólares ao teatro de Nova York que apresenta uma controversa versão de "Júlio César", na qual o imperador é bastante semelhante ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Estou doando o total do meu adiantamento do meu espetáculo na Broadway ao 'Shakespeare in the Park', depois que a mídia conservadora incentivou as duas empresas patrocinadoras a não financiarem (o festival)", tuitou Moore, que é uma figura comprometida politicamente e que possui abertamente um posicionamento de esquerda.

Em outro tuíte, o sexagenário americano, que reúne quase 5 milhões de seguidores no Twitter, mostrou a foto de um cheque de 10.000 dólares assinado por ele ao Public Theater - teatro que apresenta a obra -, e pediu a seus fãs que também apoiem a instituição.

A peça, na qual o imperador é retratado como um homem de negócios loiro que tuíta em seu banheiro e é casado com uma mulher com sotaque eslavo, foi duramente criticada pela mídia pró-republicana, que denuncia uma cena do espetáculo como sendo um incentivo à morte do presidente americano.

Após as críticas, as empresas Delta Airlines e Bank of America anunciaram a retirada de seus patrocínios.

Várias pessoas manifestam seu apoio ao teatro e anunciaram ter a intenção de fazer doações.

Michael Moore disse no mês de maio que estava preparando um novo documentário sobre o magnata imobiliário, chamado "Fahrenheit 11/9", em referência ao seu anterior "Fahrenheit 9/11" e à data em que Trump foi eleito.

AFP