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O cineasta Michael Moore fala com jornalistas em Washington, no dia da posse do presidente Donald Trump, em 20 de janeiro de 2017

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O cineasta provocador Michael Moore fará sua estreia no teatro com um monólogo que explora a ascensão do presidente Donald Trump nos Estados Unidos e a resistência que gera, anunciaram os produtores nesta segunda-feira.

"The terms of my surrender" (Os termos da minha rendição) tem pré-estreia prevista para 28 de julho no Teatro Belasco, na Broadway.

O espetáculo foi descrito por seus produtores como um "um show de um homem só revigorante e subversivo que certamente levará as plateias por uma viagem aos Estados Unidos da Insanidade".

O show busca explicar como Trump emergiu e "onde é melhor jantar antes de cruzar as montanhas com a família Von Trapp rumo ao Canadá", prosseguiu o Teatro Belasco em um comunicado, em alusão ao musical "A Noviça Rebelde" e à fuga da família da Áustria sob domínio nazista.

"Para derrubar um presidente é preciso um ato na Broadway", acrescentou.

Moore, que começou sua carreira como jornalista na imprensa escrita, tornou-se célebre ao combinar um ferrenho ativismo de esquerda com comentários humorísticos pessoais em filmes como "Tiros em Columbine", um mergulho na cultura das armas nos Estados Unidos, "Fahrenheit 9/11", sobre a "guerra contra o terrorismo" declarada pelo ex-presidente George W. Bush.

Conhecido pela aparência desalinhada e pelo indefectível boné de beisebol, Moore mora em Michigan, seu estado natal. No ano passado, ele previu, com sucesso, que estados industriais do meio oeste, como o seu, inclinariam as eleições a favor de Trump em um momento em que a maioria dos analistas acreditava que o bilionário nova-iorquino do setor imobiliário não tinha chances perante Hillary Clinton.

"The Terms of My Surrender" tem direção de Michael Mayer, que colaborou com o grupo de punk rock Green Day em seu musical de forte conteúdo político "American Idiot" e ganhou um prêmio Tony pelo musical de rock de Duncan Sheik, "Spring Awakening."

"Acho que o que o mundo precisa neste momento é de Michael Moore de pé em um palco da Broadway, compartilhando suas histórias desopilantes e sua perspectiva política incendiária, criando um tipo de diálogo que só pode ocorrer em um teatro", disse Mayer em um comunicado.

A Broadway, no entanto, pode ser implacável com celebridades do mundo da música e do cinema, como aconteceu com o astro de rock Sting e a apresentadora de TV Rosie O'Donnell, cujas produções ao vivo não tiveram o desempenho esperado.

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