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Viajantes fazem fila para o controle de segurança no aeroporto de Baltimore/Washington nos Estados Unidos, em 29 de junho de 2017

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O neurologista nigeriano Oshiorenoya Agabi talvez tenha conseguido fazer com que você possa, um dia, evitar a fila do controle de segurança nos aeroportos com uma invenção revolucionária: um microchip capaz de detectar explosivos sem incomodar os viajantes.

Este cientista apresentou, no domingo, na conferência TEDGlobal 2017 (Technology, Entertainment and Design) de Arusha, na Tanzânia, um aparelho criado por sua 'start-up' capaz de rastrear explosivos com o olfato.

Este é um dos usos possíveis da invenção de Agabi, de 38 anos, e sua equipe da companhia Koniku, situada no Vale do Silício, na Califórnia.

Enquanto os pesquisadores em inteligência artificial trabalham para criar máquinas capazes de imitar o cérebro humano, ou - como o empresário de origem sul-africana Elon Musk - implantar computadores em nossos cérebros, Agabi encontrou uma forma de fazer com que neurônios produzidos em laboratório e circuitos eletrônicos trabalhem em conjunto.

Deixando de lado as limitações do silício dos processadores tradicionais, Agabi optou por recorrer diretamente ao cérebro humano, "o processador mais poderoso que o universo já viu".

"Em vez de copiar um neurônio, por que não recorrer à própria célula biológica e utilizá-la? É uma ideia revolucionária cujas consequências são inimagináveis" assegura Agabi, físico teórico e apaixonado pela neurociência e a bioengenharia.

Assim, o nigeriano e sua equipe de geneticistas, físicos, bioengenheiros e biólogos moleculares se lançaram à esta tarefa, com a esperança de resolver problemas como a detecção de explosivos e de doenças como o câncer.

- Neurônios vivos -

Segundo Agabi, sua invenção, "sem precedentes no mundo", foi batizada 'Koniku Kore' e funciona essencialmente através da respiração e da detecção do cheiro do ar.

Grandes marcas, segundo ele, acreditam em seu produto, e por isso a projeção é que os rendimentos da start-up passarão de cerca de oito milhões de dólares anuais a 30 milhões no ano que vem.

Um dos grandes desafios foi encontrar uma forma de conservar os neurônios vivos, um segredo que Agabi prefere não revelar.

Os progressos da inteligência artificial e as buscas para por em funcionamento máquinas que se assemelhem ao cérebro humano geram medo em algumas pessoas. Elon Musk, por exemplo, advertiu contra o risco de que um dia a máquina domine o homem.

Mas Agabi, que cresceu em Lagos, onde ajudava sua mãe a vender comida nas ruas, acredita que o futuro está na ideia de insuflar vida às máquinas.

"Não é ficção científica. Queremos construir um cérebro de neurônios biológicos, um sistema autônomo que possua inteligência. Não queremos construir um cérebro humano", explica à AFP.

O cientista falou na abertura da conferência TEDGlobal de Arusha, que durará quatro dias, até 30 de agosto, onde se apresentam ideias, inovações e criatividade. É a primeira vez em dez anos que sua versão anual internacional é realizada na África.

"A África vive um crescimento econômico, demográfico e criativo", assegura o coprodutor da conferência, Emeka Okafor.

"Nossa conferência reunirá catalisadores de ideias, solucionadores de problemas e criadores de mudanças que já estão trabalhando aqui, traçando o caminho da África para a modernidade", acrescenta.

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AFP