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Combatentes islamitas anunciaram neste sábado que haviam tomado o aeroporto internacional de Trípoli, após seis semanas de combates contra milicianos nacionalistas, anunciou uma rede de televisão local.

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Combatentes islamitas anunciaram neste sábado que haviam tomado o aeroporto internacional de Trípoli, após seis semanas de combates contra milicianos nacionalistas, anunciou uma rede de televisão local.

"'Fajr Libia' (Amanhecer da Líbia) anuncia que controla totalmente o aeroporto internacional de Trípoli", informou a rede de televisão Anaabaa, ligada aos islamitas.

O aeroporto fica situado 30 km ao sul da capital e estava fechado desde o início dos combates. Depois da queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, o local passou a ser controlado por milicianos de Zenten (oeste).

"Amanhecer da Líbia" é o nome da operação militar para tomar essa instalação estratégica.

Seu porta-voz, Mohamed al-Ghariani, reconheceu neste sábado que os islamitas haviam sofrido um ataque aéreo que deixou dez mortos entre os seus combatentes.

Os islamitas acusaram os Emirados Árabes Unidos e o Egito de terem realizado os bombardeios.

"Os Emirados e o Egito estão envolvidos nessa agressão", declarou Ghariani, lendo um comunicado à imprensa em Trípoli, ao mencionar ataques efetuados na segunda e na sexta-feira.

Ele acusou ainda o governo provisório e o Parlamento de serem cúmplices dos ataques.

Esses ataques aparentemente não alcançaram seu objetivo de aliviar a pressão sobre as forças nacionalistas líbias.

Um general dissidente líbio de Benghazi (leste), Khalifa Haftar, tinha reivindicado os ataques aéreos, mas especialistas questionam sua capacidade de enviar aeronaves à região de Trípoli, situada a mais de 1.000 quilômetros de seu reduto.

Depois da morte do ditador Kadhafi, que governou o país por quase 42 anos, a Líbia mergulhou no caos político e na violência sectária. O governo central não consegue impedir a ação de milícias que ditam as leis no país.

Combates entre grupos rivais deixaram dezenas de mortos e feridos desde 13 de julho.

Neste sábado, o Egito condenou a execução pública de um cidadão egípcio em um estádio de futebol, atribuída a um grupo jihadista, pedindo à comunidade internacional que ajude o governo líbio a restabelecer a segurança.

A Anistia Internacional denunciou, na sexta-feira, um vídeo que circula nas redes sociais mostrando essa execução, cometida em 19 de agosto na cidade de Derna, no leste da Líbia, segundo a organização. A Anistia atribuiu o assassinato ao grupo armado "Shura da Juventude Islâmica de Derna", aparentemente ligado à Ansar Asharia, considerada "grupo terrorista" pelos Estados Unidos.

A violência fez a Líbia desistir neste sábado de organizar a Copa Africana de Nações (CAN).

A Líbia já havia sido obrigada a desistir de receber a CAN em 2013, em consequência da revolução de 2011. O torneio acabou sendo disputado na África do Sul.

AFP