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Manifestações no Burundi após a saída da Corte Penal Internacional (CPI), em 28 de outubro de 2017

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Milhares de pessoas se manifestaram, neste sábado (28), em todo Burundi, convocadas pelo governo, para comemorar a saída do país da Corte Penal Internacional (CPI), na véspera.

Cerca de 5 mil pessoas, inclusive centenas de condutores de moto-táxis e tuk-tuks, desfilaram pelas ruas de Bujumbura, cantando e dançando.

Ao longo do caminho, que passou pelas embaixadas de Ruanda, Bélgica e União Europeia - inimigos jurados do regime - proferiram lemas como "Bye, bye, CPI", "Burundi acaba de escrever uma das páginas mais gloriosas da história do mundo", ou "Burundi é um exemplo para a África".

Os manifestantes de reuniram, depois, na praça da Independência, onde festejaram "o orgulho" de ter recuperado a "soberania nacional".

O ministro de Interior do Burundi, Edouard Nduwimana, à frente da marcha, pediu aos manifestantes para "rezarem por outros países da África, para que possam seguir o exemplo do Burundi", deixando uma CPI "arrogante, que nos deprecia e que quer processar as vítimas, em vez de seus algozes".

Foram organizadas marchas similares nas capitais de outras 17 províncias do país, segundo a rádio nacional.

O Burundi se tornou, na sexta-feira, o primeiro país a abandonar a CPI, criada há 15 anos em Haia para processar os autores das maiores atrocidades do mundo.

Sua saída foi efetivada exatamente um ano após o país notificar formalmente as Nações Unidas de sua decisão de abandonar o único tribunal permanente que julga crimes de guerra.

Contudo, a investigação aberta em abril de 2016, pelo procurador-geral da Corte, Fatou Bensouda, continuará, após denúncias de "assassinatos, prisões, torturas, estupros e outras formas de violência sexual, assim como casos de desaparecimentos forçados".

O Burundi entrou em uma grave crise desde que o presidente, Pierre Nkurunziza, anunciou em 2015 sua candidatura a um terceiro mandato, que teve as eleições boicotadas pela oposição.

A violência que acompanhou a crise deixou entre 500 e 2 mil mortos, segundo várias fontes (ONU e ONGs), centenas de desaparecimentos forçados e obrigaram mais de 400 mil burundianos a abandonarem suas casas.

Criada em 2002, a CPI, que conta com 123 Estados-membros, foi criticada por alguns países, que lhe acusam de ser injusta contra alguns países africanos.

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AFP