Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Uma imagem extraída de um vídeo divulgado em 26 de julho de 2014 mostra o muro de uma igreja marcada com a letra inicial da palavra "Nasara", que designa os cristãos no Alcorão, na cidade iraquiana de Mossul, onde os cristãos têm sido perseguidos pelos jihadistas.

(afp_tickers)

Milhares de cristãos iraquianos que já haviam escapado da ofensiva jihadista em Mossul (norte) se viram obrigados a fugir novamente dos jihadistas que atacaram três aldeias onde haviam se refugiado, indicaram nesta quarta-feira o patriarca caldeu e testemunhas.

Estes deslocados haviam escapado no mês passado de Mossul, a grande cidade do norte do Iraque sob controle desde 10 de junho dos insurgentes sunitas liderados pelos jihadistas radicais do Estado Islâmico (EI), refugiando-se nas aldeias de Tal Kayf, Bartella, Qaraqosh e em outras localidades vizinhas.

Na aldeia de Alya Rash, na rota que une Mossul e Erbil, a capital do Curdistão autônomo (mais a leste), um atentado suicida com carro-bomba lançado contra um cordão das forças de segurança curdas (peshmerga) matou um de seus membros.

Fontes peshmergas e da comunidade cristã apontaram bombardeios contra várias localidades da região nos últimos dias. O patriarca caldeu Luis Sako se referiu a pelo menos um morto, Lajin Hekmat, funcionário da principal igreja de Tal Kayf, em um subúrbio do norte de Mossul.

"Muitas famílias fugiram nos últimos dias da localidade de Bartella", disse Sako à AFP, acrescentando que a população temia uma grande batalha após a ofensiva jihadista contra Sinjar (150 km a oeste).

A queda de Sinjar no domingo nas mãos do EI obrigou 200.000 pessoas a fugir, de acordo com a ONU.

O patriarca Sako declarou ter enviado nesta semana uma nova mensagem ao papa Francisco pedindo uma mobilização urgente para proteger uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo.

AFP