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Judeus ortodoxos oram no Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, em 31 de julho de 2017

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Milhares de fiéis compareceram nesta segunda-feira ao Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, por causa do Tisha Beav, um dia de luto em homenagem à destruição de dois templos judeus, constatou o jornalista da AFP.

Trata-se da primeira grande concentração de judeus na Cidade Velha, situada em Jerusalém Oriental anexada e ocupada, desde o estopim de violência nas duas últimas semanas, após uma tentativa israelense de instaurar novas medidas de segurança nos acessos à Esplanada das Mesquitas.

Os confrontos deixaram seis mortos e centenas de feridos no lado palestino. Entre os israelenses, três pessoas morreram esfaqueadas por um palestino em uma colônia da Cisjordânia ocupada.

Um porta-voz da polícia informou que foram mobilizadas unidades policiais suplementares para garantir a segurança durante as 24 horas de jejum.

O Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do Judaísmo, é um dos muros de contenção do segundo Templo judeu, destruído pelos romanos no ano 70, e se encontra na parte baixa da Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar sagrado do Islamismo.

"Não sou realmente religiosa, mas para mim é importante vir aqui para esta comemoração neste dia de luto", explicou à AFP Leora Kaufman, israelense de 25 anos.

O Tisha Beav relembra vários desastres na história do Judaísmo: a destruição do Templo de Salomão, 600 anos antes de Cristo; a do segundo Templo, no ano 70; e a expulsão dos judeus de Espanha em 1492.

AFP