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Iranianas queimam bandeira americana durante protesto em Teerã

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Milhares de pessoas protestaram neste sábado em Teerã com gritos de "Morte aos Estados Unidos" e para denunciar a política "anti-iraniana" do presidente Donald Trump, diante do prédio que abrigava a embaixada americana, por ocasião do aniversário do ataque ao local em 1979.

A cada ano, os iranianos comemoram o início da ocupação de 444 dias da embaixada dos Estados Unidos por estudantes islâmicos, que fizeram mais de 50 diplomatas americanos como reféns e que levou à ruptura das relações diplomáticas entre os dois países.

Como é habitual, os manifestantes gritaram "Morte aos Estados Unidos", "Morte a Israel" e queimaram bandeiras americanas. Outros exibiram imagens de Trump, que foram agredidas.

Diante da antiga representação diplomática foi exibida uma maquete em escala real de um míssil balístico em sinal de "resistência" aos Estados Unidos. Recentemente, Washington adotou novas sanções contra o programa balístico do Irã e a Guarda Revolucionária, o exército de elite da República Islâmica.

"Este ano, a política anti-iraniana de Trump mobilizou mais os iranianos", afirmou Ali Shamjani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

"O povo iraniano considera a criminosa América como seu principal inimigo e condena as declarações degradantes do desonrado presidente dos Estados Unidos contra o grande povo iraniano e a Guarda Revolucionária", afirma o comunicado final do protesto.

O presidente americano endureceu ainda mais o tom a respeito de Teerã, que acusa de espalhar o caos no Oriente Médio. Em meados de outubro, ameaçou retirar o país do acordo nuclear com Teerã "a qualquer momento" e solicitou ao Congresso em Washington novas sanções econômicas contra Teerã.

Washington já reforçou as sanções contra a Guarda Revolucionária. O Tesouro americano adicionou na terça-feira os nomes de quase 40 pessoas físicas ou jurídicas iranianas à lista de nomes de seu programa punitivo "antiterrorista".

O acordo nuclear de 2015 entre o Irã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China - membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -, mais a Alemanha) permitiu, no entanto, uma leve distensão entre Teerã e Washington.

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AFP