Milhares de pessoas foram às ruas de cidades europeias, neste sábado (12), para manifestar seu apoio aos curdos da Síria contra o ataque da Turquia lançado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan.

Mais de 20.000 pessoas, segundo os organizadores, reuniram-se na Praça da República de Paris, a pedido do Conselho Democrático Curdo na França (CDKF). Segundo a Polícia, foram 4.000 pessoas reunidas.

"A Turquia tenta realizar uma limpeza étnica e fortalecer o jihadismo", disse à AFP o porta-voz do CDKF, Agit Polat.

Em Marselha (sudeste), milhares de curdos (seis mil segundo os manifestantes, 1.500 segundo a polícia) foram às ruas, constatou a AFP.

Houve protestos similares em outras cidades francesas, como Estrasburgo, sede do Parlamento europeu, Bordeaux, Lille e Grenoble.

Em Lille, no norte da França, cerca de 150 pessoas se manifestaram, entre elas Stéphane, de 57 anos, nascida na Turquia de origem curda, que diz viver "um pesadelo" desde o início da ofensiva.

Na Alemanha, as manifestações reuniram "milhares de pessoas" em várias cidades, segundo a agência de notícias DPA, que registrou mais de 10.000 manifestantes em Colônia, e cerca de 4.000, em Frankfurt.

Também foram realizadas manifestações semelhantes no Chipre, Atenas, Varsóvia, Zurique e Bruxelas.

Em Haia, centenas de cidadãos curdos holandeses se reuniram no centro da capital antes de desfilar pelas ruas. A polícia teve de intervir para separar vários holandeses de origem turca dos manifestantes curdos, informou a televisão pública NOS.

Centenas de manifestantes reunidos em frente às embaixadas turca e americana em Budapeste, capital da Hungria, repetiam lemas como "Trump-Orban-Erdogan, ditadores!", em alusão ao premiê húngaro, o conservador Viktor Orban.

Também em Jerusalém, poucas dezenas de israelenses, incluindo alguns de ascendência curda, se manifestaram perto da residência do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, pedindo ao governo que apoie os curdos diante dos últimos acontecimentos.

Com bandeiras do Curdistão e de Israel, os participantes exibiam cartazes pedindo que se evite um genocídio. Entre os oradores havia ao menos dois rabinos, segundo imagens publicadas na página do evento no Facebook.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), pelo menos nove civis foram "executados" no norte da Síria por tropas de apoio do Exército turco, durante a ofensiva contra as milícias curdas.

Entre as vítimas, estariam o membro de partido curdo e seu motorista, segundo uma nota divulgada pelo Conselho Democrático Sírio, braço político das forças curdas.

burx-lp/mab/eg/aa/tt

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