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Dividida entre Índia e Paquistão desde 1947, a Caxemira é um dos pontos mais militarizados do mundo, com longo histórico de conflito

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Milhares de pessoas abandonaram suas casas na parte paquistanesa da Caxemira nas últimas semanas, depois da escalada da tensão entre Índia e Paquistão, com disparos na fronteira.

Segundo as autoridades paquistanesas, cerca de três mil civis deixaram suas aldeias nos arredores de Abaspur, perto da Linha de Controle (LoC) - a fronteira "de facto" nessa região -, depois dos bombardeios intensos das tropas indianas nas últimas semanas.

Segundo Sajid Hussain, uma autoridade administrativa na área, a maioria dos deslocados provém de quatro povos fronteiriços.

"Estamos registrando", declarou à AFP Hussain, acrescentando que muitos deles se abrigaram na casa de conhecidos e de cerca 50 famílias, em prédios do governo.

Muhamad Saidique, um idoso de uma aldeia próxima à Linha de Controle, disse à AFP que quase 80% dos moradores de sua localidade fugiram.

Pelo menos seis pessoas morreram, e mais de 20 ficaram feridas nas últimas duas semanas no setor de Abaspur, em uma espiral de violência fronteiriça, relatou Hussain.

Dividida desde 1947 entre Índia e Paquistão, a Caxemira é uma das zonas mais militarizadas do mundo e palco de uma série de conflitos.

As duas potências nucleares reivindicam a soberania dessa região montanhosa rica em água, uma rivalidade que, no passado, derivou em duas guerras.

AFP