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Contramanifestantes da marcha "Liberdade de Expressão", em Boston, em 19 de agosto de 2017

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Milhares de pessoas se manifestavam contra o racismo neste sábado em Boston, em um clima de forte tensão nos Estados Unidos uma semana depois da violência em Charlottesville, que deixou uma mulher morta.

Cerca de 4.000 manifestantes contra o racismo marchavam até o centro de Boston, onde uma manifestação convocada para defender a "liberdade de expressão" - na qual esperava-se o comparecimento de conservadores próximos à extrema direita - estava prevista das 13h00 às 15h00 (de Brasília), segundo um fotógrafo da AFP no local.

As autoridades desta cidade do nordeste dos Estados Unidos, reduto democrata e anti-Trump, proibiram o porte de armas na área e disseram que não permitiriam que a manifestação dos supremacistas brancos se estendesse além do previsto.

"É hora de fazer algo", afirmou Katie Zipps, manifestante que saiu de Malden, ao norte de Boston, para participar do protesto. "Estamos aqui para aumentar o número dos que resistem", acrescentou.

Os manifestantes esperavam convergir na Boston Common, uma das praças mais famosas da cidade, perto do encontro em nome da liberdade de expressão, que não deveria juntar mais do que centenas de pessoas, segundo o Facebook de seus organizadores.

A polícia e as autoridades municipais multiplicaram os pedidos de calma, depois que a violência em um cruzamento de manifestações similares em Charlottesville criou um clima de tensão nos Estados Unidos.

Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas nessas manifestações, que suscitaram uma profunda indignação alimentada pelas polêmicas reações de Donald Trump. O presidente equiparou os militantes de extrema direita com os manifestantes que protestavam contra o racismo.

"Não toleraremos violência de nenhum tipo", advertiu o prefeito de Boston, Marty Walsh, no Twitter.

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AFP