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Manifestantes seguram cartazes contra o governo da Espanha durante protesto pelo Dia do Trabalho, em Madri, em 1º de maio de 2017

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Milhares de pessoas se manifestaram nesta segunda-feira em Madri para defender os direitos dos trabalhadores e "contra a corrupção", um dos lemas dos protestos de 1º de maio, constatou um jornalista da AFP.

A manifestação no centro da capital ocorreu após o surgimento de um novo escândalo no Partido Popular, no poder, suspeito de desvio de fundos públicos na administração de uma empresa pública regional de gestão de águas.

O partido da esquerda radical Podemos e o de extrema esquerda, Esquerda Unida, pediram aos cidadãos que tomassem as ruas não apenas por "empregos dignos", mas também "contra a precariedade e a corrupção".

"O mais corrupto é (Mariano) Rajoy", chefe do governo conservador, dizia um dos cartazes que os manifestantes levavam à praça da Porta do Sol, no centro da cidade, onde a marcha terminava às 14H00 locais (9H00 de Brasília).

"É o principal problema do país", explica José Martín, de 59 anos, antigo trabalhador do Bankia, uma instituição atingida por vários escândalos de desvio. "Esvaziaram os caixas do Estado", declarou sua esposa, Carmen Juárez, funcionária de 56 anos, denunciando "cortes claros na educação, na saúde". "É indecente", lamenta.

"É insuportável a corrupção que temos neste país", protesta indignada outra manifestante, Dolores Sanz, de 69 anos, demonstrando um sentimento cada vez mais presente na população. Segundo as pesquisas, os espanhóis situam a corrupção logo atrás do desemprego na lista de suas principais preocupações.

"Está tudo ligado: se há corrupção, o dinheiro vai embora e não há dinheiro para o que é importante, que é o salário das pessoas", denuncia esta ex-funcionária de um hospital e militante do Podemos.

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