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Refugiados sírios na traseira de uma picape passando pelo vale libanês de Bekaa, após deixar a cidade de Arsal rumo à Síria.

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Pelo menos 1.700 sírios refugiados na cidade libanesa de Aarsal, palco de violentos combates entre o exército e os jihadistas, retornaram nesta quinta-feira a seu país, informou à AFP uma religiosa envolvida nesta operação.

Um funcionário dos serviços de segurança libaneses indicou por sua vez que mais de 1.500 refugiados sírios que estavam Aarsal, na fronteira com a Síria, partiram em direção ao posto de fronteira de Masnaa para voltar para casa.

Trata-se do maior deslocamento de refugiados sírios de volta a seu país de origem desde o início da crise, em março de 2011.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) indicou à AFP estar presente na fronteira para ajudar esses refugiados que "optaram por partir voluntariamente."

Na aldeia de Labwe, na fronteira com Aarsal, um correspondente da AFP viu homens, mulheres e crianças com seus colchões e seus pertences a bordo de trinta caminhões e quinze ônibus se dirigindo para a fronteira.

Cerca de 47.000 sírios se refugiaram por meses na cidade sunita de Aarsal, depois de fugir dos combates entre o regime sírio e os rebeldes na região síria de Qalamoun, do outro lado da fronteira.

No último sábado, confrontos mortais entre o exército libanês e grupos jihadistas da Síria foram registrados na região.

Pelo menos "1.700 homens, mulheres e crianças deixaram a região de Aarsal para a Síria", afirmou à AFP a irmã Agnes, uma freira síria.

"Eles são quase todos originários de Qalamoun, principalmente de Qara", informou a freira.

Agnès, envolvido no passado em mediações entre o regime e os rebeldes, disse que "as autoridades libanesas têm facilitado as formalidades de saída para os refugiados" que entraram no país ilegalmente.

Da mesma forma, o regime de Damasco "não impôs nenhum obstáculo ao retorno" dos sírios.

Segundo ela, pelo menos 3.000 outros refugiados em Aarsal pediram para voltar para a Síria.

De acordo com a irmã Agnes, milhares de pessoas já haviam procurado ajuda há um mês para retornar para casa, mas "os procedimentos foram complicados, devido à presença de jovens que não fizeram seu serviço militar."

Mas os combates em Aarsal "precipitaram as coisas", permitindo a regularização dos documentos.

Pelo menos 17 soldados e dezenas de jihadistas e civis morreram nos combates em Aarsal.

AFP