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Manifestantes exibem imagens de Zafzafi durante uma manifestação em Al-Hoceima contra a corrupção, repressão e o desemprego

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Milhares de manifestantes exigiram na madrugada desta quarta-feira, nas ruas da cidade de Al-Hoceima, a libertação de Nasser Zefzafi, líder da revolta popular que sacode há seis meses o norte do Marrocos.

Após a suspensão do jejum diário do Ramadã, os manifestantes invadiram as ruas do bairro de Sidi Abed, próximo ao centro de Al-Hoceima, cidade situada na costa nordeste a 140 km de Melilla, constatou a AFP.

A manifestação prosseguia após a meia-noite, mesmo com a chegada da polícia de choque para dispersar os manifestantes.

Detido na segunda-feira, Zefzafi era procurado pela polícia desde a sexta, quando interrompeu a oração de um imã em uma mesquita de Al-Hoceima.

Nos últimos meses, Zefzafi, de 39 anos e desempregado, transformou-se no rosto do movimento popular que abala a região do Rif. Lá, a morte de um vendedor de peixe, triturado acidentalmente por um caminhão de lixo em outubro de 2016, provocou uma onda de indignação.

Organizados por pequenos grupos de ativistas locais que seguiam Zefzafi, os protestos dos últimos meses ganharam um caráter mais social e político, com a exigência do desenvolvimento do Rif — uma área marginalizada, de acordo com os manifestantes — e com a adoção de um discurso mais conservador, com referências islâmicas.

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